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Mostrando postagens com marcador Este é mais um fragmento dos meus tristes momentos. Mostrar todas as postagens
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domingo, 18 de março de 2012

Tragédia em atos



Ele havia prometido:
daria fim a própria vida
depois de matá-la.
De que forma?
Não havia decidido!
De demônio vestido
tomaria a decisão.
Talvez a enforcasse
com as próprias mãos.
E, depois, daria fim
à vida.


Imagem- Google images

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Poeta


O poeta escreve o que sente.
O que vem à mente, o que vai à alma.

Escreve desde pássaros que gorjeiam
às flores que floreiam os jardins.

De margaridas à orquídeas,
rosas à jasmins.
Em versos descreve a própria essência,
desde pequenas carências às maiores emoções.
E quando se cala, em introspecção,
busca explicação para o inexplicável.
E as questões se multiplicam...
E, silencioso, justifica
a inquietude dos pássaros,
as murchas flores nos jardins...
Desde jasmins
às ROSAS.


Crédito da imagem- Google images

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Desencanto do silêncio


Meu querido,
sei que se encontra na solidão das palavras
e do entendimento...
e o meu lamento é esse, só esse:
o meu lamento é por você e por todos nós!
As coisas acontecem com tamanha velocidade...
Vejo uma cidade e um menino...
Um menino correndo e sonhando
e, sonhando, crescendo.
E me surpreendo
com o que faz o tempo.
E eu canto
o desencanto
do silêncio.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Olhando à distância



Já foste dono dos meus pensamentos,
nos momentos de minha contemplação
tão distante.
Já não te amo como antes...
Não mais...

como antes!



Imagem- Google images

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O grito






Haverá o dia em que todos os meus gritos
ficarão resumidos em um único gemido.
E vocês entenderão o sentido
do grito.






Imagem do Google images " O grito de Edvard Munch " para ilustrar.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Misericórdia


Misericórdia Senhor...
Misericórdia!
Cala esse ser cuja fala cansa.
E, de ser mansa, está cansada.
Abatida como uma ovelha sem pastor.
Tamanha angústia,
tamanha dor.
Misericórdia Senhor...
Misericórdia!

Imagem do Google images.

sábado, 29 de outubro de 2011

Resgate angustiante

Eu não espero que me dê a glória,
a minha vitória é saber quem eu sou.
Sou pura como a água...
Transparente!
Você é doente...
Um coitado!
Só não morre afogado
por que lhe dou a beber.
Beba da minha água,
seja puro e cristalino.
Resgate o menino
que um dia houve em você.

sábado, 1 de outubro de 2011

Dança do DNA


Deixaste tua marca registrada.
Da tua molécula de vida
tem pessoas impregnada.

No Ácido Desoxirribonucleico teus defeitos.
A tua informação genética armazenada,
transmitida, bem calculada, aos descendentes.

Na carga de um núcleo estás contida.
E eu sinto que ainda pulsa a tua vida...
e que não morrerás, jamais!

Vejo a dança que torce em uma fita dupla,
não ao som de sol ou dó maior...
Mas ao som das letras A, T, C e G.

E eu custo crer nas diferentes combinações
que essas letras são capazes de fazer...
Elas assustam!




























imagem do Google images

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Poema póstumo



Seu olhar policiava.
Parecia invadir pensamentos.
Semeava hostilidade,cheia de rancores
e dores infundadas.

Ultimamente suas dores eram tão doídas...
Tão sofridas... tão verdadeiras...
E, bem antes de tudo isso, eu fiz tudo por querê-la.
A senhora não quis!

Passou pela vida infeliz,
entre risos e lágrimas, dramatizando.
Netos foram chegando
e nenhum, pela senhora, cativado.

Descanse...
Seus óculos não mais equilibram em seu nariz empinado.
Seu corpo dobrado, sobre as pernas fracas, não mais conspira.
Perdoe-me se a sua ausência me inspira esse poema tão triste.

Desejei amá-la como amei minha mãe.
Quis vê-la quase a sua imagem e semelhança.
Quis ter seu afago, ser também sua criança.
Suas mãos pareciam tão macias...

Descanse...
Descanse sua angústia e dor.
Uma flor e um beijo.
De alguém que poderia ter sido sua filha
Fátima

domingo, 28 de agosto de 2011

Voo triste


Um pássaro não consegue ser feliz sozinho,
quando em seu ninho pousa um pássaro ora solitário
ora muito agitado!
Cujos vôos condicionados ao desencanto...
condicionam a companheira,
que vestida de plumagem colorida,
tão faceira...
voa triste,
desencantada!
Percebe-a triste a passarada,
percebe-a triste o arvoredo.
Ameaçada, voa baixo,
sente medo.


Imagem- Google images

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A espera do fim




Perde o olhar de menino...
Peregrina descrente.
Cansado, não para.
Padece o corpo e a mente.

A sua aura exala angústia e dor
e a frágil flor é sufocada.
Aos poucos, estrangulada
por suas garras afiadas,
silenciosas, selvagens.

E ela aguarda impaciente..
a invasão grotesca do fim.
há de ter fim...
há de ter fim...
Há de ter fim !





Imagem - Google images

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Demônio



Ele vivia do demônio incorporado.
E quando ele não estava apossado...
A " ele" ele recorria.
Falava com os olhos brilhantes
e no fogo do inferno ardia.
Ele se transformava.
E, de medo, ela calava
diante do demônio.





Crédito da imagem- Google images





segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Uma estrada feita de rocha


Trilhou uma estrada de rocha,
de pedras pontilhada.
Tentou cruzar fronteiras,
que nunca foram cruzadas.
Cruzou aldeias,
de sapé e barro fez morada.
Fez-se minúscula figura,
indefesa carregou uma enxada.
Se pudesse, ela retornaria àquele caminho,
para sentir as pedras daquela rocha,
entender melhor aquela estrada.
Parecia tão linda...
Mas era confusa,
toda entrecortada!




Imagem do Google images.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Poema ao ausente





Rezei nas noites em que você não veio.
Senti frio
no vazio que você deixou.
Vi folhas que caíram,
que voaram como você voou.
E na desordem do meu abandono...
o outono se instalou.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Assustadora morte

Viajei quilômetros em minutos.
Nem vi a estrada!
Cheguei trêmula, pálida, calada.
O coração parecia sair pela boca!
Segurei aquelas santas mãos
entre as minhas,
tentando me aquietar.
A morte foi embora.
Só queria me assustar.

sábado, 9 de julho de 2011

Escalada a dois

Quando ele sai
ela sai pela estrada.
Vai para uma enorme casa,
de afeto pintada.
As janelas descortinam
um imenso jardim.
De flores lindas, tão coloridas...
E ela pensa na escalada da vida
a dois
Escalaram tanto...
e depois...
ficaram lado a lado, simplesmente.
E da faixa andada, tão sonhada,
ensolarada e quente
rastros tristes... ausentes!
Ele buscou como um louco.
Na escalada de degraus,
culpando, ele buscou o topo.
Nunca, para ele, encontrado.
De onde estava olhava para trás
e encontrava uma porção de degraus desgastados.
Ele culpou... culpou... e culpou...
E continuou culpando!
Culpava como um louco.
E buscava o topo.... o topo...
(E ele já estava no topo!)
O topo... o topo...
O TOPO!
E naquele desespero imenso
sentia-se o cheiro de incenso
misturado a dor.
Era uma flor.
Murcha...
Caída...
Cansada...
DE SACO CHEIO!!!
da escalada.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Fantasmas


Você sai
e deixa sombras
que assombram!
Acordam a madrugada.
Tem formas densas,
tão pesadas...
Nem são brancas!
São escuras...
Como escuro é seu viver.
São tão apressadas...
Como apressa seus passos por querer.
Amordaçam!
Não deixam que o ar passe...
Oprimem!
E mesmo fechando todas as frestas...
Deprimem!

terça-feira, 5 de julho de 2011

A ilha




Li, certa vez, no livro A ilha de Aldous Huxley...
"Que, no país dos insanos, o homem perfeitamente integrado não se torna rei."
Foi assim que eu entendi parte de uma história.
Era uma vez uma ilha...
E, nela, existiam pássaros.
E existia um náufrago.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

A rocha e a flor


Era uma escarpa de rocha nua.
Era uma rua de pedras frias.
Era uma cidade vazia
de amor.
Era uma flor
em um canteiro sem terra.
Era uma terra sem fertilizantes.
Era angustiante a situação da rocha.
Era angustiante a situação da rua.
Angustiante era a situação da flor.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Final da travessia

Navega nesse seu final...
Singra trechos vazios.
Mesmo assim contorna esses lapsos
como curvas graciosas.
Confunde a Linda com a Rosa
e fala do passado.
Tenta manejar o leme
com seu cérebro
e troncos minguados.
E ao seu lado me sinto bem e me entrego.
Nosso tempo se estreita...
e com a senhora eu navego...
Navego...
Navego...