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Mostrando postagens com marcador Meus ais em meus poemas. Mostrar todas as postagens
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quarta-feira, 28 de março de 2012

Insônia


Esse sono que de dia
bate em eterno cansaço
e que no início das madrugadas some
e que não mais vem...
É o mesmo sono que foge
das madrugadas de meu bem.
E ficamos os dois na cama
rolando ...
a espera do sono!



Crédito da imagem- Google images

domingo, 4 de dezembro de 2011

Cicatrizes do tempo



O envelhecimento assusta.
Cresce a orelha, o nariz e o mento.
Nem sei o que mais lamento,
se são as marcas no rosto
ou o futuro desgosto
de ser chamada de orelhuda.
Imagino cabelos brancos caindo,
meu rosto miúdo sumindo
entre orelhas enormes...
Óculos disformes nela apoiados.
Presbiopia, com certeza!
E na beleza da idade
a vaidade disforme do ser.
Verrugas haverão de crescer
nos mais nobres e empinados narizes.
Cicatrizes do tempo...
Não perdoam!



Imagem- Google images

sábado, 9 de abril de 2011

Pedra pedra


Ela tentou esculpir.
Descobrir o que havia
dentro daquela pedra bruta.
Foi uma luta,
uma grande empreitada!
Dentro da pedra não havia nada.
Era apenas uma pedra.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Carnis valles- carnis vetus


O carnaval adormece
E o corpo não esquece a folia de antigamente:
Colombina- corpo quente.
Pierrot apaixonado.

Arlequim trajado de retalhos multicoloridos.
De serpentina envolvido
no deleite de prazeres.
Hoje, de saudade, chora chuva de quereres.



Imagem- Arlequim e Colombina de Almada Negreiros

sexta-feira, 4 de março de 2011

Desencanto


Ele correu tanto...
Quando resolveu mostrar seus encantos
a amada havia desencantado.
A menina que, na lembrança, ele havia guardado
não mais existia.

terça-feira, 1 de março de 2011

Tristeza da lua


Ao amanhecer
densa cortina de água, inclemente, cai do céu.
Um véu cinzento cobre o sol.
Chove chove chove...

Mais enchentes...
Agonia!
À noite, por entre nuvens encobertas,
a lua anda apressada,
com certeza, chora, fugidia.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Morte e vida



Enquanto abrem janelas
a procura de luz,
a outra morada conduz
a escuridão.
Lajes frias esperam
corpos que desesperam,
ao pensar na podridão.
É a vida, é a morte.
Aceite...
ou não.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Risada cristalina






A risada cristalina
foi embora com a menina,
ao descobrir o bem e o mal.
Do pecado original
não sobrou nenhum fruto,
nenhuma maçã.
Mas, também, nenhuma serpente.
Só o riso descontente da criança.
Santa ignorância... em tudo via beleza.
Desequilíbrio, com certeza!
Na fala e na escrita a eloqüência.
Parecia loucura,
poderia ser carência...
Feliz!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Soneto triste

Ainda me entristeço ao sentir sua tristeza.
Rouba a beleza, cala o meu canto.
O seu desencanto me desencanta,
me desestrutura.

Sou frágil criatura
E a chuva, lá fora, colabora.
Como se chorasse, você,
indo embora.

Ainda que um dia tudo se finde
E Deus me conceda a graça de vê-lo feliz,
ficará uma cicatriz, marcada em meu peito.

Questione! se houver direito.
Saberá quanto foi amado.
E o amor, que deveria ser celebrado, verá desfeito.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Maratona maluca

Corre, corre, corre...
Corro, corro, corro...
Ando apressada...
E mais eu corro!

Viro sombra
de meus próprios passos,
tanto cansaço.
E... corro!

Tento escapar da corrida.
E mais ela acelera.
Me atropela.
Eu morro.


( site da imagem- durodrigues.wordpress.com )

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Chuva chora a natureza


É a chuva que chora
o verde que morre
por displicência do ser humano.
São tantos os desenganos,
tamanha tristeza...
Que a natureza, que é tão bela,
faz-se forte e se rebela
em um céu cinzento, não mais anil!
Faz triste o meu Brasil
... Muito triste!



( Site da imagem-http://exame.abril.com.br/economia/brasil/noticias/governo-decreta-luto-e-libera-fgts-para-vitimas-da-chuva)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Implacável tempo

O tempo passa...
E o espelho me reflete.
E não me repete...
Não mais me repete!

Cada dia mostra-me outra.
Com suaves marcas
no sulco naso- labial.
Nos lábios, na boca.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Uva caída




Uva pendida do cacho
Caindo
aos pés da videira.
Vigia o tronco definido.
Tão belo
Retorcido.
Pela vida inteira.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Incompreensão

Se eu pudesse, eu iria bem longe.
Tão longe para não mais voltar.
E desse lugar eu olharia.
Esperando você me olhar.

Tento me aproximar e se afasta.
Palavras você sabe jogar.
Machuca
e faz machucar.

Se eu pudesse, eu iria bem longe.
Tão longe...
Para poder chorar.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Agosto


Era o primeiro dia de agosto.
Seu queixo no peito fincado
entre paredes de madeira guardado... jazia.

Não sei que horas o relógio batia.
Não tinha!
Mesmo que houvesse, um que batesse, eu não ouviria.

Foi nesse dia que eu comecei a ter medo
de desvendar o segredo
da morte!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Cavalgada

Quantas noites, meu irmão,
eu sonhei que cavalgava por estradas coloridas.
Sozinha eu me vi!
E, nessas noites, me
descolori.

Sonhei com um anjo, um demônio, um ser qualquer!
Que viesse do nada.
Mas que, na madrugada, me fizesse companhia.

E a madrugada chegava triste...
Vazia!
E, vazia, eu esperava amanhecer o dia.

E, assim, eu chorei.
E desesperada eu busquei e encontrei nada!
Enquanto as estrelas mudavam de lugar, eu as observava.

Não usei meus beijos como açoites!
E, nas noites, eu senti medo e, muito, frio.
Sabia que chegaria a madrugada.
E triste seria a solitária cavalgada.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Porco... Atchim!

Óinc, óinc, óinc...
Lá vai o porco, lá vai o porquinho.
Fuça, tudo, o focinho.

Óinc, óinc, óinc... l
á vai o sujinho.
Come resto, come milho, come tudo.
Engorda o toicinho!

E o homem aparece.
Observa a ceva...
Só mais um pouquinho!

ÓincTCHIMMM!

-Espirra o porco, bem alto.
E traz o pânico ao mundo inteirinho.
Se vinga, do homem, o porco e
o porquinho.

E, assim, surgiu a vingança suína.