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domingo, 21 de novembro de 2010

Naufrágio- Nau frágil


Singra o corpo escultural.
Como a nau singra o oceano.
E, o corpo, finge engano.
E escorrega pela costa... costeiro.

De vento, não brando, " incha a vela"
Tempestuoso!
E o corpo manhoso,
manha, manha... e, assanha!

Uma espuma branca,
(das ondas entrecortadas...)
cobre a superfície do corpo,
cobre a superfície das águas.

E o corpo segue...
Escultural!
E a nau?
Naufraga.


Imagem retirei do site
http://joesio.blogspot.com/2009/11/meus-versos-liricos-os-encantos-da.html

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Quando eu morrer

Sorrio!
Sorrio por tudo e choro por nada.
E se choro e rio, as vezes, sou censurada.

Escancarada, doida varrida!
E se viver pela vida é seriedade...
Meu Deus, que palhaçada é essa falsa verdade!

Vi seres sérios escondidos.
Vi seres polidos safados.
Descobri segredos terríveis guardados.

Rio pela vida afora.
E quando eu for embora...
Quero que falem e riem de mim.


E, sendo assim, eu quero flores. Muitas delas!
Que toquem, do nosso Brasil, a aquarela.
E que me levem a cova escura,
balançando com ternura.

E sobre a minha sepultura...
Quero que escrevam bem grande:
AQUI JAZ UMA LOUCURA.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Travessia

Era preciso, o outro lado, encontrar.
Inocente, eu não sabia o que havia neste, outro, lugar.
A corda era bamba e eu sentia medo de, nela, pisar.
Saí, segui tropeçando!

E quanto mais eu ia caminhando

Mais eu ficava curiosa.
Apertei os passos, furiosa!
E era preciso calma para chegar.
Mas, eu tinha pressa, eu queria o outro lado alcançar.
Ou, quanto antes, nesta corda me firmar.

Minha mãe, quando solicitada,

dizia da minha alegria extrema.
E pedia que eu fizesse a travessia de forma serena.
Calma... Calma!
Pedia que não me apressasse tanto.

Que eu chegaria como por encanto.

E, foi assim, com coragem desesperada.
Caminhando atrapalhada...
Que bambeando na corda, eu fiquei.
Consegui... Atravessei!
Tive momentos de lucidez e recusa nesta travessia.
E, hoje, participo a todos, a minha alegria.
Estou feliz... Muito!
Hoje, sim!

É preciso esperar o momento certo.
Estou como os deuses, gozando da paz de espírito.
Não estou mais cega e nem surda.
E nem caminho mais em corda bamba.
De medo... muda!

Não vivi por acaso e nem ao acaso.
Não estive nesta corda por um acidente de percurso.
Neste curso da vida, eu não sou

e nem serei uma matéria qualquer.
Um simples átomo, que dissipará

na passagem breve, desta mulher.

Espero viver como átomo de um isótopo radioativo,
Pelo simples motivo: quero ser lembrada!
Ser observada a distância,

pela minha emissão de energia.
Lembrem de mim assim, um dia!
Digo-lhes que valeu a pena, sempre vale!
Não tenham pressa, calma!
Se a corda bambear...
Não tenham medo e nem pensem em parar. Sigam!
Continuem a travessia. Chegará o dia!