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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Idade da razão

Enveredas pelo caminho da razão...
E eu pelo caminho do Nada.
Talvez eu morra amanhã...
e como louca serei lembrada.

Se a existência
vem antes da essência...
talvez a loucura
seja superior à sanidade.

A idade da razão...
que importa?
Estando morta...
NADA!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Desesperança


Nunca perdi o rumo.
Talvez por isso, em mim,
não tenha se encontrado.
Fui para você o desejo,
a desesperança
do desejado.

domingo, 23 de outubro de 2011

Sabores


Não quero tocar seu rosto,
nem sentir o seu gosto
e nem deixar você me beijar.
Só quero o sabor da conquista,
para não perder o jeito
de conquistar.




Imagem do Google

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Vômito e diarréia

( indigestão de palavras)

Não...
Não há mais tempo!
Por dentro corre a bola
de fogo que enrola
o alimento ingerido.
Tudo o que ele diz
é convertido
em vômito!
E mesmo que se tome água,
tentando facilitar a digestão,
a água ingerida é quente.
Provoca dores abdominais,
cólicas intestinais...
Diarréia!




Crédito da imagem- Google imagehttp://www.imagensdahora.com.br/imagens_fotos/337/chapadona_vomitando_no_lixo/

terça-feira, 31 de maio de 2011

Inacessível chão


Sentir o vento nas pernas
levantando a saia.
Sob os pés, na praia,
a areia grossa, molhada.

E a assanhada brisa insistindo...
E o cabelo se abrindo
como se quisesse voar
e na face mostrar
as marcas do tempo.

Viajar, em sonhos, distante...
Como se, por um instante,
pudesse saborear o risoto de camarão.
Ignorar o coentro, salpicar cheiro verde
e degustar um vinho branco.
Depois, ainda à mesa, a sobremesa:
doce de abóbora com nozes e requeijão.

Sentar no chão, acender a lareira...
E, de brincadeira, jogar com as palavras.
E vê- las voando... jogando... voando...
Dançando... jogando... voando...
Dançando...
Dançando...
como dançam os pensamentos.

E correr contra o tempo... a favor do vento!
Sentir a brisa no rosto.
Sentir nos lábios o gosto
e ver o azul do céu
em um prato azul florido.

E, ao simples tato,
desabotoar o vestido...
e morrer de paixão...
Ali, mesmo!!!
... no chão.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

O gigante e a flor



Fizeram poemas de seus medos.
E ela não fez segredo de sua dor.
Transpuseram o oceano tão distante...
Ele era um gigante, ela era uma flor.

Não houve encontro, nenhuma paragem.
Nem houve tempestade nesse transpor.
Quando uma nuvem escura surgia...
o gigante emergia e salvava a flor.

Quando o mar batia contra os rochedos,
ele suprimia seus medos, não havia terror.
Ele dava formas tão interessantes à vida...
Que, das coisas de Deus, parecia escultor.

Ninguém soube exatamente quem era,
ninguém avaliou de seus dentes a cor.
Souberam, apenas, que de um lugar distante ...
existiu um gigante que cativou uma flor.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Deus grego






Ele era um deus grego
caminhava 10 km ao dia
e ainda fazia musculação.

Sua alimentação era equilibrada
e nadava de braçadas na imaginação.
E a ela dava trela...
Em função do vento manobrava as velas,
povoando de sonhos a embarcação.

Além do oceano aproava.
Remava
remava
remava...
Cada vez mais másculo amolecia o coração.

Era apaixonado pelo imaginado.
Transpunha mares buscando o desejado.
Não importava a direção.

Era um deus!À semelhança de Deus ele também criava.
E ao sopro divino, do divino vento, ele velejava...
Além do oceano.


( Imagem do Google imagens )

sexta-feira, 25 de março de 2011

Chuva mansa


Longe da fúria da natureza
Contemplo a beleza da chuva mansa que cai.
Parece que é mansa, mas tem gente que cansa
E chora, com ela, chuva de ais.

É a trinca, é o mofo.
É a roupa molhada que não seca mais.
É o mato que cresce.
É o sol que escurece atrás dos coqueirais.

É o bem- te- vi que pia
É a cotovia que vai embora.
É a maritaca que grita.
É a gata que mia, é o cão que chora.

Amanhece chuva à toda hora.
Calma, mansa...
Cansa! Mas não causa maiores danos à minha natureza.
E eu contemplo a beleza da chuva mansa que cai.


(imagem do Google imagens)

terça-feira, 22 de março de 2011

Saliva impura

Não mais te desejo.
Nem teu beijo me sacia.
Tua saliva impura
não me cura
nem vicia.






Site da imagem- http://www.lavras24horas.com.br/portal/beijos-ministerio-da-saude-emite-alerta-para-doencas-transmitidas-pela-saliva/

sexta-feira, 18 de março de 2011

Rosa del fuego



Calma fauna ...
e uma Rosa desfolhada ( semi nua) na flora.
De repente o riso da Rosa vai embora,
na margem de um rio.

O revoar dos pássaros desesperados.
Um peixe pelo anzol rasgado.
Um rastejar denso
... Arrepio!

O suor frio escorrendo,
tremendo no corpo da Rosa.
Das profundezas da água uma serpente!

Na agua corrente cai a vara e o peixe preso ao anzol.
Na ilha do sol uma luz Del fuego apagada.
Uma Rosa hipnotizada pelo medo.

sábado, 12 de março de 2011

Fiz festa


Para comemorar a sua vida eu tenho motivo suficiente.
Jogou a semente, cujas flores brotaram em mim.
Junto à Rosa o seu jardim elas ornamentam.
Nem mesmo o vento as faz esmorecer.

Deixam o vento bater e bem crescem.
Em sua vida florescem, envaidecendo você.
Festejo porque permitiu a continuidade da minha vida,
mesmo quando a minha vida morrer.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Quarta- feira de cinzas


Época de oração, jejum, abstinência.

Despojo-me dos prazeres carnais.
Degusto ovos estrelados
ao calor de outros carnavais.




(Fotografia do Google- imagens)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Remorso
















Não terá mais ciúme de mim.
Meus amores mortos estarão.
Não regulará mais a quilometragem
Nem vigiará o meu batido chão.

Meus sentimentos estarão trancados
Como tranca o seu coração.
Sei que se sentirá aliviado...
Afagando-me, segurará minha mão.

E, assustado,
perceberá quão frias
elas estarão.

Há de refletir...
Sentir...
E pedir perdão.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

CHOVE CHUVA



Antes foi a seca.
Fez-se calor.
E a pobre flor
quase morreu desidratada.
No céu azul, pairou a nuvem
E trouxe o vento, a chuvarada.
Nesta invernada, o lamaçal.
E as maritacas... que gritaria!
em meu quintal.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Intensamente


Meu corpo repele o seu.
Com a mesma intensidade
Que você procura o meu
... Intensamente!


( imagem do Google )

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Entre muros


Era um homem calado
Cujos sonhos não podiam ser sonhados
porque ele se escondia.
Fazia do corpo a própria murada
e a parede era tão fria...


( Imagem do Google )

domingo, 19 de setembro de 2010

Cães que ladram não mordem


Ela era tudo o que ele desejava.
Era a eloqüência.
A irreverência.
A educação disfarçada
(em malcriadeza)

Para ele, ela possuía a beleza de um ser angelical.
Via nela a fidelidade de um animal.
Um cão indomável,
ao mesmo tempo dócil e puro.

No claro, no escuro
Era a caça
A graça e o faro.
Um animal raro
e estranho.

Nutria por ela um amor tamanho...
Que se esforçava por entendê-la.
E para não perdê-la
ele assumia atitudes,
que para ela não era virtude.

Ela não era anjo, nem demônio.
Era um cão, de raça.
De muita raça!
Tinha a graça da vida.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Recantanas


Nesta terra
Semearei desejos
Abraços, beijos
Sentimentos arrebatados!

Tudo o que for semeado,
nesta terra, dará.
E eu hei de me fartar!

Plantarei, nela, o meu descanso
E deixarei minhas curvas no remanso
no leito, deste rio, a poetar.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Vamos Brasil












Vamos Brasil!
... Avante!

A sua gente pinta as garras
com suas cores.
Bandeiras brotam das janelas
Como se fossem flores.

No céu há a esperança.
De um povo que não cansa
De esperar.

Vamos Brasil!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O carnaval e a Rosa


Os confetes ficaram
Espalhados pelo chão.
A angústia presa ao cordão
Em desatino.

As serpentinas enroladas sobre si mesmas.
Mesmo quando arremessadas.
Os Reis Momos magros.
E as Rainhas como as serpentinas.
Ensimesmadas!

Não havia nenhum Arlequim astuto.
Nenhuma Colombina de amor desejosa.
Os Pierrôs estavam tristes.
Triste estava a Rosa.