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sábado, 3 de setembro de 2011

Entre o Ocidente e o Oriente


Vou deixar a porta aberta...
para que respirem um pouco de mim.
Não poderia sair, assim, sem avisar.
Vou dar uma volta...
caminhar por vielas,
andar por ruelas cheirando a pães,
doces e especiarias.
Sentir a alegria da antiga capital
dos dois maiores impérios da história.
Relembrar Tróia e também os Sultões.
Deitar no berço da arte bizantina.
Sentir-me menina,
a mais feliz do mundo!
Respirar fundo...
a arquitetura,
a música, a culinária
e a pintura.
E todas as outras formas
de expressão artística saborear
Atravessar mares... muitos mares...
Chegar a estreitos!
E, com tudo que se tem direito, descansar.
Enxaguar as mãos com água de rosas
e, de emoção, chorar.


Até a volta!





Imagem- Google images

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Aniversário de casamento


Comemorar, hoje, o casamento.
É admitir que passou o tempo.
O terror das criaturas!

É relembrar o amor
das noites enluaradas
embebidas em ternura.

É falar de dias luminosos.
Do cantar dos pássaros.
De olhares.
Contemplação!

É dançar de rosto colado.
E voar em passos lentos.
Descompassados
com os batimentos do coração.


É falar de um tempo de sonhos.
De um lirismo sem tamanho.
De muita emoção.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Rumo ao velho mundo

Quero que perdure essa alegria.
Para encher meus dias
dessa ânsia desassossegada
de arrumar as malas para ir de encontro ao velho mundo
que, em um segundo, me deixa tão feliz...
Viajar!

Quero essa pressa de sonhar sem pressa.
Quero a vida que me apressa em sossegar.
Quero aproveitar os lugares com conhecimento
e fazer o meu contentamento viajar.

Viajar...
Viajar...
Sem pressa de voltar.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Michelangelo

Nem sei dizer o que senti.
Mas, eu estava lá,
parada diante de Maria
que, com ar angelical,
seu filho Jesus,
em seu regaço, ela acolhia.
Jovem, bela e triste.
E não é só isso que, lá existe:
Moisés e depois...
Depois, em Florença,
diante de Davi... eu me rendi.
Chorei de emoção!
A sensação foi tão diferente.
Eu estava lá,
diante do belo extremo.
Fiquei parada como um extraterreno.
Tentando desvendar algo desconhecido.
Tentando entender, este grande ser vivido:
Michelangelo!

domingo, 18 de novembro de 2007

Portugal, eu também te amei

Castelos...
E as castanhas portuguesas,
nada igual, tenham certeza.
Assadas, nas ruas, também.
E os pastéis, da torre de Belém
As famosas queijadinhas de Sintra,
da dona Sapa, nada igual.
Também, isso, é Portugal.
Em Mealhada, o melhor leitão.
Bacalhau, sardinhas, queijos, azeites,
e vinhos, degustei.
E em Óbidos, ao tempo, eu retornei.
Lisboa, lugar tranqüilo,
de casais idosos que, caminham lado a lado.
Lá eu vi que nem tudo termina, ou está acabado.
Argumentei o passado e no tempo, eu mergulhei.
Entre o efêmero e o perene, eu flutuei.
Fernando Pessoa, Camões, Vasco da Gama ...
E o Felipão, que não é bobo não,
mora em Caiscais, lindo o lugar.
Queluz, Fátima, Estoril e Coimbra...
Lugar de muita história,
boa comida e gente sem igual.
Praça Marques de Pombal.
Portugal!
Está aqui, bem estreito em meu coração.
Saudades!

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

O Plátano e a rosa

E, ainda, há quem diga:
Não espere nada da vida.
E ela é tão maravilhosa...
E esta rosa viveu dias intensos.
Em um sonho imenso mergulhada.
Nem o vento, deixou a rosa desfolhada.

Outono...
E as folhas dos plátanos,
deitaram ao chão, em passarela.
E sobre ela, desfilou a rosa.

Cheia de prosa,
no esplendor da natureza,
que com tal leveza,
as folhas, os plátanos desprendiam.

Multicolorido outono....
Despem-se assim, a cada ano.
Poupam para o inverno, a energia.
Desfolham e nem se desesperam:
Despencam!
...em harmonia.

Até...
chegar nova estação,
outro verão...
nova alegria.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Vou procurar-me e já volto

Ousada estrada que me convida.
Inebriada pela vida eu vou.
Não se desesperem.
Quando menos esperarem, retornarei.
Mil novidades, eu lhes contarei.
Atropelarei as palavras, tentarei contar-lhes tudo!
Enquanto isso, vocês lêem, de longe, o meu contente.
Minha poesia ecoará no ausente.
Explodirá como uma nebulosa,
... de longe, a estrela Rosa.
Das profundezas de meu ser,
explodirá o meu bem querer.
Por todos vocês!
Que, aqui passam e deixam recados, fazem graça!
A Maraláxia é atropelada por minhas palavras desconexas.
Mas, elas têm muito de mim.
E sendo assim, não as joguem ao vento.
Tem muita alegria, tem ternura
... e, às vezes, algum lamento.
Não são meras palavras.
Em cada um de nós tem algo assim.
Todos vocês tem um pouco de mim.
Não somos 100%.
Procuro o meu restante.
Procuro o meu “eu” de antes.
Devo estar em algum lugar.
Estou indo a me procurar.
Manoel, Maria... Viram-me, por aqui?
Ahhh!
... No Louvre?
Rumarei para lá, então!

domingo, 21 de outubro de 2007

Aguardem-me!

Das delícias da carne me desprendo.
Juro, eu me rendo!
Levanto vôo bem distante.
... Voarei por outros mares.
Conhecerei outros lugares.
Você fica!
Ganhe todo o dinheiro possível, do seu mundo.
E quando chegar a hora de ir embora...
Respire fundo.
Verá que não levou nada!
Será transformado, por certo, em um terreno deserto.
E quem sabe, em um lugar incerto...
Uma vela!
Todos os orifícios...
Tapados!
Nem, isso, adiantou ter preservado.
Como consolador, na lapela- uma flor.
Coroas mil!
Será pó, neste céu de anil.
Da vida, meu amigo, você não levará nada!
Apenas a vontade de ter sido
E será tarde, porque já terá ido.
Eu já fui, estou indo!
... Apenas em uma bela viagem.
Chega de sacanagem!

Calma, eu volto.
Aguardem- me, aqui!