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quarta-feira, 27 de maio de 2009

O tempo passa, os bichos crescem

Ainda bem que você não me chamou de gatinha.
E quando me vesti de coelhinha você achou graça.
É... o tempo passa!
E os bichos crescem, se transformam.

O bebezinho vira homem.
O bezerrinho, boi ou vaca.
Dificilmente um touro...
Às vezes uma anta, um cavalo.

E nessa alomorfia, do ursinho acaba a alegria
Quando se transforma em porco ou porca.
E o que tirava o fôlego, agora sufoca.
E os sonhos viram pesadelos.

Do cuidar ao desmazelo é um pulinho.
Legumes, não mais!
Nem mais meu chuchuzinho...
E o pé gelado que era aquecido pelo outro
Com tanto carinho...
Vira sofrimento ao simples tato.

E ao ver o retrato, que tristeza!
A beleza de outrora foi embora.
O que sobra então, agora, é a sabedoria.
Que surge com o tempo.
Não, não há lamento!

O casamento é bom. Muito! Agradeço a Deus pelo dia em que conheci o Lindo.
Peço a Deus sempre coragem e muita, MUIiiiTA PACIÊNCIA!
Porque se pedir que me dê forças... Ai , eu bato nele!
De brincadeirinha, claro!

sábado, 25 de abril de 2009

Serena

Pobre Serena.
Se fosse uma pena teria flutuado.
Lá foi a Serena como chumbo pesado.
Que pena Serena ...
O chumbo afogado!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Vulcão rosa


Rocha rosa o calor derrama.
E a vida proclama, em chamas!
Um vulcão aquecido...
Que antes de ser arrefecido
Surge em luzes e cores r
esplandecido.

Escandaliza!

E esfria como rocha magmática.
Enigmática, arredia.
Rocha temerosa, sempre casta, rosa.

Apagam, em mar de lágrimas, as lavas vulcânicas.
E a rocha rosa submerge, em águas profundas...
Salgadas... oceânicas!

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Meu jardim

Plantei algumas plantas em meu jardim da vida.
Floresceram!
Algumas provisórias morreram!
Outras, parasitas fixaram em meu coqueiro.
Por um período floresceram.
Lagartos apareceram!
E cheios de graça fizeram com que também morressem.
Pássaros voaram e usaram o néctar das plantas para que sobrevivessem.
Algumas plantas ficaram.
E em meu jardim se fixaram.
Sinto saudades das que foram perdidas.
Enfim, é o jardim da vida.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

O prisioneiro

Era uma vez um prisioneiro jogador.
Escolheu o jogo e a parceria.
Mas, o parceiro escolhido pelo prisioneiro...
Do jogo, nada sabia.

O jogador era medroso, talvez quisesse levar vantagem.
Nem pensou na sacanagem que fazia.
Jogou, jogou e jogou!
Ganhou uma, duas, três... muitas vezes!
A vida inteira!
E o parceiro inocente demorou a perceber o jogo
E que o prisioneiro era doente.

De tanto vê-lo jogar...
O jogo, também, aprendeu.
Não se rendeu, embora tenha ficado no mesmo cativeiro.
Libertou o jogador que, da doença, era prisioneiro.

Ficou ao seu lado.
E no jogo, nem sabia que havia sido usado.
E quando acordou, pensou, pensou, pensou...
O tempo já havia passado!
Havia sido escolhido, havia sido enganado.

Agora, era a situação inversa do jogo.
O parceiro resolveu ficar calado.
O jogo havia começado e já havia aprendido.
E o tempo, embora parecesse perdido...
Nesta parceria não houve perdas, nem perdedor.
Foram atribuídas culpas, mas nem houve um culpado.
Existiu apenas sofrimento e muita dor.
De um grande lutador- o parceiro, ao jogo enganoso, condenado.

Embora tenha chorado para aprender o jogo,
o parceiro não era bobo.
Conseguia ser feliz e ria.
Havia libertado um prisioneiro que sofria.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Amigo celular

Amigo é aquele que, está com você quando é preciso.
Este é amigo!
Ouvi dizer em amigos estrelas.
Amigos que brilham e fazem brilhar.
Amigos cometas, que passam rápido, não podem ficar.
E, você já teve um amigo celular?
Aquele que, quando você mais precisa, não aparece?
Não funciona?
Está sempre fora de área ou ocupado.
Ou está quebrado ou com bateria fraca ou descarregada.
Amigo assim, não serve pra mim!
Jogo estes supostos amigos ou desligo!
De que adianta ligá-los ou procurá-los como amigos?
Estarão, sempre, fora de área de trabalho

ou nem atenderão ao chamado. Sempre desligados!
Caixa postal?
... Nem tente!
Não invente, não há retorno!
E, pra evitar transtorno, VIVO de alerta.
Sou esperta, CLARO!
Que importa ter um amigo assim?
Antonio, José, Mané, Serafim, José ou Joaquim?
Que seja TIM!
Amigo celular, encontra- se em qualquer lugar. Não funciona!

Não pra mim!

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Hard?

Como ser "soft", se a cada dia, um sobressalto?
O engraçado é este pasmar, próprio do ser humano, misturado ao sabor estranho de exploração de tragédias e assim é a sucessão de fatos terríveis e um apurado descaso ou falta de atitudes concretas de nossos governantes.
Dispersos em perdas, temerosos ficamos, enclausurados dentro de nossas próprias muralhas. Qual a virtude ou a vantagem de sermos honestos e cumprirmos todas as leis a nós impostas? Cadê o amor à Pátria e a todos nós?
Por motivos variados e um deles é a abertura indiscriminada de faculdades, profissionais em excesso em determinadas regiões, saem à procura de trabalho em outros lugares e para isso usam os meios de transportes.
Caos em aeroportos, rodoviárias lotadas, estradas danificadas!
Quem quer e precisa trabalhar não consegue. Mesmo pagando pedágio, as rodovias são péssimas! Lembrando Rousseau, eu diria mais ou menos assim:
-Se eu tivesse que escolher o lugar de meu nascimento, teria escolhido exatamente onde nasci, embora hoje também, tenham corrompido a pequena Maraláxia, mas eu queria ter nascido em um país em que o “soberano” e o povo só pudessem ter um único interesse, a fim de que os movimentos da máquina tendessem sempre unicamente à uma felicidade comum e não a fim de interesses de "alguns".
Se eu pudesse ter escolhido... assim eu escolheria.
-Eu quisera viver e morrer livre, ser submetida às leis necessárias, mas que nem eu e nem ninguém pudesse sacudir o honroso jugo que as cabeças mais altivas carregam. Quisera que ninguém pudesse dizer acima da lei, ou que fizesse a própria lei.
Queridos soberanos, que os discursos não fiquem apenas no campo das idéias.
Pois bem, meus caros governantes, meus soberanos queridos, nesta pátria amada, neste país fértil e imaculado, há uma nuvem negra no céu, algo manchado, estraçalhado!
Na terra, estradas inacabadas, danificadas e pessoas desesperadas, inseguras, desempregadas!
Quisera gozar de todos os bens desta pátria amada!
Quisera trabalhar sem ter saído deste meu lugar, sem precisar viajar.
Peço-vos a penetrar, todos vós "soberanos", no fundo do vosso coração e a consultar a voz secreta da vossa consciência.
E mais:- Não culpem um ausente como sendo o causador de tamanha tragédia. Por favor!

quarta-feira, 20 de junho de 2007

A morte, uma aquarela

Cada vez mais, assusto-me com o noticiário.
Mais e mais, dentistas são assaltados e mortos em consultórios.
Lembro-me sempre, quando leio estas notícias, de um amigo meu, assaltado em seu consultório e preso no banheiro do mesmo.
O bandido pediu que, ele aguardasse duas horas e só então saísse. Ele aflito, argumentou que o mesmo devolvesse o seu relógio, pois não poderia cronometrar o tempo, pra sair de lá e gritar por socorro.
Levou um tiro na perna e ficou sem o seu " falso Rolex ".
É... É isso aí! Nem trabalhar e nem usar coisas possíveis, nós podemos.
Medo, muito medo!
Mas, agora eu não terei mais medo.
Estava lendo que, agora cemitérios investem em academias, restaurantes, etc. e etc.
Desfiles de cães, aulas de observação de pássaros, concertos de jazz aos domingos, brunches com chefes de cozinha famosos, festas de Dia das Bruxas no crematório e até mesmo um calendário de nus.
Agora, se assaltada e morta, poderei manter e desfilar meu lindo esqueleto. Lá, deliciarei os mais exóticos jantares.
Degustarei deliciosos vinhos e deles embebedar-me-ei. Dançarei as mais belas músicas.
Emitirei fabulosos sons com minha dança. Tilintarei um doce e frenético rebolado.
E ao som de um violino, tilintarei baixinho a outros ossos. Juntinho, só pra me aquecer. Mas, dançarei!
Depois, cansada de tanta farra, repousarei no sono dos justos.
Acordarei ao som de uma seresta, e nesta festa, farei meu desjejum.
Depois, exercícios ou uma bela caminhada com a Julie.
Interessante isso!
Acho que trabalhar e pagar tributos a nós impostos é muito bom, e morrer... Muito melhor!
Não importa o perigo ou a nossa desproteção.
A vida é bela!
Mas, a morte... deve ser uma aquarela!

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dimenstein/cbn/capital_310507b.shtml