E o lobo interno despertou.
E em lobisomem, um homem se transformou.
Faminto como tal em sentimentos.
Cruel, rude, irônico e escarnecedor.
Vangloriando-se, da angústia ser um catalisador.
E uma mulher ele observa, alimenta e devora.
Antes da lua cheia, ir embora.
Rapta-a, como um gato ao rato.
E louco, a arrasta pro mato.
E com os dentes saltados...
Extremamente feios e afiados.
Despe-a, na beira de um imaginário lago.
Rasga sua roupa inteira, sob a lua cheia.
Com jeito trocista e egoísta.
Mesmo no silêncio, uiva com desdém.
Mesmo ausente, machuca como ninguém!
Seu escarnir é pra ouvir da mulher, um gemido.
Sem dó menor ou sustenido.
Pura licantropia!
Loucura perdida em egoística alegria.
A bela mulher, ele ludibria e acaricia.
E da inocência dela, zomba e se delicia.
É a lua cheia um lobo iluminando.
É um lobo, de uma atraente mulher zombando.
É um homem que pensa que tudo pode.
E que sarcásticamente tudo quer!
É um licantropo, é um lobo, é um bobo!
Que pensa que engana uma mulher.