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sábado, 6 de junho de 2009

Leviana ternura

Leviana ternura
Me leva a um mundo sem fim.
Os sonhos assim me levam.
Perdida, bem longe de mim.

Da vida só tenho promessas.
Devaneios eu tenho em mim.
Me leva ternura, me leva..
Me leva a um lugar assim.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Ave Marias

Ave Marias !
Maria Rosa
... de Fátima
... Carlota
... Joaquina
... Josefina
... Antonieta
Menina!
Ave Maria!
... Marlene!
Que nesta vida perene
Ainda, domina.
Ave, Maria!
Maria Ana
... Eunice
... Letícia
... Luísa
... Laura
... Júlia
Carolina!
Maria das Graças...
Tão cheias de graças.
São, todas, meninas!
Maria... Marias.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

A árvore e os pássaros

Agradeço a árvore que avizinha.
Cujos galhos, em meu muro, se aninham.
Caem sobre as minhas flores e as arranham.
E de delicados olores, elas, assanham.
Outros sobem em direção ao céu.
Desordenados, em excêntrico romantismo.
Pássaros, em seus galhos, também se aninham.
Voam, sobrevoam e, neles, eu vejo brincar.
Pulam, cantam e parecem, neles, balançar.
Saem de lá e de, minha água, vêm bebericar.
Fiquei lá fora, agora, apenas para observar.
Meu Deus, como são lindos!

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

A magia da lua

A lua tem um mágico efeito.
Despertar amores imperfeitos.
Saia na rua e olhe pro céu
Observe a lua!
Sonhe com alguém
Não importa com quem!
Com alguém que nem imagine.
E que mesmo distante, ilumine.
Tente, olhe!
Ela tem poderes mágicos
Desfaz momentos trágicos.
Sonhe!
Deixe-se levar pela imaginação.
Deixe-a povoar o seu coração.
Deixe...
Fique por ela entorpecido
e enlouquecido, pense em mim!
Eu também estarei assim...
Na rua, olhando pra lua.
Pensando em você!
E pergunta-me:
- Pra que?
Pra nada!
Só pra não morrer.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Beija-flor rosa
















Beija-flores que não voaram,
e que do néctar não provaram.
Beija- flores que retornaram
ao jardim que polinizaram.

Beija-flores de coração acelerado,
que apressados batem a mil por minuto
e depois param para sonhar.
Pairam no ar!

Dentre os pássaros, tem o maior coração.
Eu também sou beija-flor, sou pura emoção.
Meu viver é veloz e em meu jardim eu agito.
Polinizo a minha alegria e meu calar é um grito.

Eu não paro, corro e também vôo.
Eu vôo alto em meus loucos sonhos.
Preciso da água renovada a cada dia,
para transbordar minha vida em alegria.

Da minha família, eu sou a polinizadora.
De um lado a outro eu levo o pólen da energia.
Nos jardins da vida, vou semeando minha alegria.
Sou beija-flor, eu semeio o amor.

Meu ninho tem todas as cores, é lindo!
Sonhei um ninho assim, como um arco-íris.
Ele é iridescente como o meu vestir contente.
Nele, eu uso flores coloridas ao falar da vida.

As flores do meu ninho,
são presas com delicados fios de aranha.
E é esta artimanha que meu aninhar assanha.
E eu vôo bem alto!
Beijo e beijo flor, pra falar de amor.

domingo, 1 de julho de 2007

Lobisomem

E o lobo interno despertou.
E em lobisomem, um homem se transformou.
Faminto como tal em sentimentos.
Cruel, rude, irônico e escarnecedor.
Vangloriando-se, da angústia ser um catalisador.
E uma mulher ele observa, alimenta e devora.
Antes da lua cheia, ir embora.
Rapta-a, como um gato ao rato.
E louco, a arrasta pro mato.
E com os dentes saltados...
Extremamente feios e afiados.
Despe-a, na beira de um imaginário lago.
Rasga sua roupa inteira, sob a lua cheia.
Com jeito trocista e egoísta.
Mesmo no silêncio, uiva com desdém.
Mesmo ausente, machuca como ninguém!
Seu escarnir é pra ouvir da mulher, um gemido.
Sem dó menor ou sustenido.
Pura licantropia!
Loucura perdida em egoística alegria.
A bela mulher, ele ludibria e acaricia.
E da inocência dela, zomba e se delicia.
É a lua cheia um lobo iluminando.
É um lobo, de uma atraente mulher zombando.
É um homem que pensa que tudo pode.
E que sarcásticamente tudo quer!
É um licantropo, é um lobo, é um bobo!
Que pensa que engana uma mulher.

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Nudismo perdido

Sonho-me nua...
Envolta em pecado.
Toda branquinha...
Deitada de lado.
De pele macia e peito pequeno.
Com olhar sereno, em ludismos perdida.
E nesta roda vida...
Eu rodo gigante.
Ainda criança...
Meu sonho balança.
Mas, como mulher...
Sonho-me nua...
Envolta em pecado.
Virando de lado um sonho qualquer.
Sonho acordada!
Acordando assustada...
A séria mulher!

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Beba-me!

Sim, embriaguei-me!
Embebede, você, também de mim!
Beba-me em circulares goles.
Toque sua boca na lateral dos meus lábios.
Absorva as gotas pendentes de álcool
que eloqüentes caem gotejantes.

Beba-me como antes.
Beba-me!!!
Sinta o cheiro de álcool em meu pescoço...
Em minha nuca, em meu rosto.

Olhe o arrepio que sinto ao seu simples farejar.
Toque a minha pele e venha comigo rodopiar.
Olhe meu cabelo todo bagunçado pela bebida.
Olhe como sou louca e doida pela vida!

Beba-me toda antes que eu tire a saia.
Derrube-me antes que eu caia.
Beba-me no chão...
beba-me inteira!
Sei que desejará que eu beba a vida inteira.

Embriagado de mim e louco de desejo,
saboreará o frisante colorido nos meus beijos.
E sentirá o verdadeiro sabor da uva doce.
A beleza que o álcool trouxe.

Beijos embriagados pra você!
Sim!!!
Embriagados, molhados... de álcool!

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Espumas flutuantes

Espumas na hidromassagem.
Dançam na mais bela imagem.
Murmuram palavras de amor.
E sem pudor, desnudam uma mulher.
Que totalmente imaculada se banha.
Na espuma que a envolve e assanha.
Faz-se pura como antigamente.
Aos olhos de quem sempre a quis.
Aos olhos de quem ainda a quer.
E como uma bela mulher dança,
Na espuma que a hidromassagem balança.
Como se virgem fosse, torna-se doce.
E o amor parece uma brincadeira.
Na dança de espumas, na banheira.
Dançam como se fossem brumas.
E nesta turvação ou intransparência.
Envolvem-se na mais pura eloqüência.
É uma mulher e um homem.
Que nestas espumas se consomem.
É o verdadeiro amor que balança.
E neste flutuar de espumas dança.
Tudo ele ainda pode e alcança.
É o aparentemente terminado.
Algo adormecido do passado.
Mas, que nunca partiu, sempre existiu!
E na espuma, envolto em brumas...
Ressurgiu!

terça-feira, 29 de maio de 2007

Andarilho

Estou indo...
Nesse caminho estou só.
Não olho pra trás.
Novos caminhos!
Vou por atalhos, pra não deixar pegadas.
E pra não saber voltar.
Não quero voltar, nem olhar o que deixei.
Caminhei, caminhei... e caminhei.
Só caminhei!
Nada encontrei!

Assim encontrei um viandante.
Em um dia insípido, errante!
Ao caminhar sob sol encoberto.
Não havia ninguém por perto.
Dei-lhe trela, um pouco de paz.
Só para ouvi-lo!
Um louco ou santo andarilho.
Olhar como o meu.
Alegre - triste e profundo!
Perdido, buscando o mundo.
Não sei...
Só sei que nele... eu me encontrei!

sábado, 26 de maio de 2007

Diamante

Diz ter me encontrado...
Como um diamante multifacetado!
Diamante que, poderia lhe pertencer.
Bastaria você... assim querer!

Voltar para o garimpo...
Pra continuar uma pedra bruta.
Correr o risco de ser encontrada.
E como pedra bruta ser lapidada.

Vou voltar para o garimpo...
Voltar a ser uma pedra bruta.
Quem sabe alguém possa surgir.
E com habilidade... me esculpir.

Tornar-me diamante multifacetado!
De múltiplos lados!
Muito brilhante!
Afinal... sou pedra!
Sou bruta!
Mas... Sou um diamante!

sábado, 19 de maio de 2007

Olhos de sereia

Olhos enormes e profundos.
Nada escondem do teu mundo.
Olhos de cor diferente.
Iluminam no ausente.

Olhos de cor indefinida.
O que espera da vida?
Olhar profundo...
Que ilumina teu mundo.

Com lápis delineados.
Os cílios contornados.
Olhar que ilumina.
E que distante fascina.

Olhar que alegria semeia.
Olhar que te incendeia.
Olhar de mulher menina.
Olhos... de sereia.

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Rosa-rosa

Rosa desfolhada
Que desnuda a madrugada.
Emudece e enlouquece.
-A desvairada!

Rosa nada silenciosa.
Rosa branca branquinha.
Rosa-rosa.

Rosa cheia de vida.
Rosa viçosa.
Rosa-rosa.

Rosa de aroma delicioso.
Rosa de pouco espinho.
Rosa que diz carinho.

Rosas iguais a mim.
Pra enfeitar o seu jardim.
Rosa-rosa.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Sou poesia.

Pensando... Idealizo.
Em outros mundos localizo.
Em outras Galáxias!
Entro na Maraláxia...
Aqui me realizo!
Transformo-me toda, a cada dia.
Sou mutante, algo errante.
Sou poesia!
Faço da noite deserta, festa.
E do meu pranto, faço encanto.
Faço-me amores, perco pudores.
Vagueio na madrugada.
Quero fugir do que é ruim.
Que o mundo permita-me assim.
Estender meus braços neste espaço.
E vaguear em abraços.

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Minhas inquietudes.

Não possuo quietudes.
E minhas inquietudes.
Às vezes um tanto rudes.
Fazem por machucar.

Odeio quietudes!
Detesto homens quietos.
Que por certo...
Hão de te sacanear.

Fico imaginando...
A mente borbulhando.
E me ponho a matracar.
E minha inquietude...
Faz-me quietar.