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terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Napoleão e a nossa história














Diz a história que a Rússia quando invadida por Napoleão, não tendo, a exemplo da Corte Portuguesa, um Brasil Colônia para viajar às pressas, resolveu utilizar a tática de "terra arrasada".
Quando o exército de Napoleão chegou lá, na Rússia, em vez de enfrentar o invasor, os russos abandonaram suas terras e incendiaram tudo. Ficando sem o suprimento do inimigo, o recuo de Napoleão era inevitável. Napoleão e seu exército acabaram sendo derrotados pelo frio e por ataques da cavalaria dos cossacos. Enfraquecido, em 1814 ele abdica ao trono francês e aceita o exílio na ilha de Elba, região da Toscana.
Com aqueles vinhos todos, Napoleão deve ter afogado suas mágoas de desgosto,
ou de gosto?
É lindo o trajeto feito de carro por esta região da Toscana, a cavalo deve ter sido o máximo. Passar galopando pelas montanhas...
Pequenos lugarejos no alto, vistos de longe, ovelhas nas pastagens, os rolos de feno... cantinas e vinhos maravilhosos. É inexplicável, a beleza do lugar. Um presépio divino!
Pois é, Napoleão não foi bobo e nem tão louco não, fez um acordo de bona gente e de bonas partes. Este foi Bonaparte!
... Se soube apreciar o bom vinho do lugar, acredito que, até o cavalo dele, deve ter marchado mais lento. Houve tempo para reflexão. E nesta magia que só a solidão é capaz de milagrar, eu imagino que, tenha havido a transformação de o sangue derramado em vinho... E do vinho fez-se o corpo. Floresceu do seu interior
incontido, o mais intenso dos Dionísios. Tornou-se Baco e transformou- se em leão. Para lutar era preciso fugir. Ele devoraria a todos. Ele, o único gigante. Escalaria montanhas, chegaria aos céus e seria considerado pela humanidade como o mais temido dos homens. Com estes vinhos todos, Dionisado, doidão, ele conseguiu sair de lá.
Aí sim! Inflamado, operou-se o milagre da divina maluquice. De pequena estatura... Grande Napoleão!
O final da história vocês sabem, tentativas e a derrota na batalha de Waterloo- Ilha de Santa Helena e fim!
Em Paris, no interior de Les Invalides estão seus restos mortais. Diz (sei lá se verdadeiro) que,
Ele programou o próprio túmulo, para que mesmo pós- morte, o povo se curvasse diante dele. E é assim mesmo! De impacto, o primeiro olhar lançado é de cima para baixo, depois que as pessoas descem até o túmulo. Incrível!
O túmulo está rodeado por uma coroa de louros e inscrições que relembram as grandes vitórias do império (observem a foto).
O conjunto é grandioso e impressionante.
Grande pequeno homem, general aos 26 anos, imperador aos 33, morto no exílio aos 52 anos, Napoleão e sua trajetória ainda hoje fascinam o mundo. Por
Ele a Corte Portuguesa acelerou a viagem para cá, sei lá se vantajoso ou não. Mas, a verdade é que, estamos aqui e fazemos parte desta história.

domingo, 13 de janeiro de 2008

Elogio da feiúra

Ainda bem que os feios existem, assim percebo o Lindo.
Depois do Elogio da loucura de Erasmo, vem O elogio da feiúra do escritor Umberto Eco que mostra como o feio serviu para estabelecer novos parâmetros para o belo ao longo da história. Engraçado, as idéias são praticamente acrescentadas ou adaptadas a idéias anteriores. Quando Simone Beauvoir escreveu o livro O segundo sexo, provavelmente tenha tido influencia das leituras do encantador Arthur Schoppenhauer, não muito amante e admirador das mulheres. Considerava-as em segundo plano, claro!
Agora este livro com o título O elogio da feiúra, lembra "um pouco" o título do livro Elogio da Loucura. Enfim, tudo lembra tudo. Tudo lembra algo ao longo da história.
O Elogio da Loucura é muito bom, aliás, a loucura em si é algo que fascina. O da feiúra eu não sei.
Erasmo diz em Elogio da Loucura que, a infância é algo maravilhoso porque trás nela a sedução da loucura. O aprendizado faz o homem ficar um aborrecente, um chato!
E a velhice só é suportável graças ao ar doce ( e acrescento, o ar angelical ) da loucura. O encanto da criança está no delirar e entontecer, o dos idosos também. E ainda diz:
O prazer supremo da vida está na tagarelice desmedida.
De que adiantaria encher a barriga se não saciarmos a alma de alegria?
... E viva minha loucura!
Diz que, são os ridículos da vida que a torna agradável e suportável.
Ninguém agüentaria ninguém, os casais não se suportariam se não houvesse entre eles a ilusão e o engano recíproco, ou seja, o consolo da loucura.
Cada um deveria aplaudir a si mesmo, ser louco consigo mesmo e o mundo poderia ruir que, estaria bem com a própria loucura. Mas, a natureza semeou o desprezo do homem por si próprio e a admiração do alheio.
A verdade é que, pra ser feliz e crer na vida é preciso entrar na maluquice imposta por ela mesma. A vida é apaixonante e só é assim, quando guiada pela loucura.
E viva a vida e... os loucos!
Viva sim, a minha suposta loucura.
Afinal, haverá criatura mais feliz, tonta, alegre e extravagante que um louco?
De que valeria a vida se lhe cortássemos todos os prazeres da loucura?
Por isso louvo a minha vida e a minha suposta maluquice.
A feiúra?
... Eu não sei.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Cometas

Em um espaço limitado,
moviam-se astros,
por estrelas, cintilados.

Quando a estrela do dia
o sol, se escondia,
ninguém via.
Quando percebia, já era madrugada.

Houve noites tão brilhantes.
Sob o radiante brilho de uma estrela.
Feliz o astro que, de longe, pudesse vê-la.

Não havia nuvens e nem noites frias.
E, mesmo se houvesse ninguém via.
Ou via em forma de poema, poesia.

Não havia momento de espera nesta esfera.
O movimento de rotação da terra nem apercebia.
Este espaço renovava,
nada, se perdia!
A noite cintilava
como se fosse dia.

De repente, uma explosão!
Mexeu, toda, a feliz constelação.
Aconteceu algo estranho.
Passou rápido!

E na cauda de enorme tamanho...
Um escrito em fraca luminosidade:
Aqui, deixo rastro de saudade.

Era um cometa... passou!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Atrapalhada Rosa


Por um momento
Eu pensei que o canto da maturidade
Pudesse asfixiar a minha criança interior.
Mascarar o meu sorriso franco, verdadeiro.
Mas, o meu interior é o meu reverso inteiro.

Também, eu não sei se meus passos
deixarão marcas luminosas.
Não sou estrela!
Serei lembrada por nada.
Ou, apenas como atrapalhada...
Rosa.

Serenata de Schubert

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Revestimentos e interiores

Fui entrevistada e apareci na TV falando com desenvoltura.
Mas, o resultado da imagem, a qualidade da textura...
Dizem que, o importante é o revestimento interior.
Haja revestimento importante e quem consiga observá-lo interiormente!
Haja visão telescópica ou radiográfica ou sei lá o quê usado para esta alegoria.
Observando a entrevista, eu usei meu senso crítico e pensei:
Quem sabe, se o meu revestimento externo tivesse sido feito de um tom mais escuro.
Ou, de repente, se tivesse tido uma mão de hidro- repelente.
Imagino que, eu teria sido mais resistente a ação solar e intempéries.
Teria tido menos bolinhas de cores, sardinhas dispersas.
Ou, se teria sido avisada da entrevista... Afinal, eu sou uma renomada ortodontista!
Teria feito um revestimento acrílico com base paliativa.
... Ou teria agregado algo adequado para mesclar o pigmento da idade. Mas, dizem que, a verdade, o que importa mesmo é o revestimento interno.
Que inferno!
Que revestimento é este?
Só se vê bem com o coração... Puxa vida gente!
Que interior mais profundo!
Sério, sério mesmo, nem com maceramento e selagem do substrato conseguiria algo melhor.
O pior é que, não adianta mexer.
Eu não acredito na cura da aparência forçada e nem forjada da idade, esta é a verdade!
A máquina humana desgasta de forma natural.
Não adianta tentar revestir o visual, fica desigual.
A superfície da máquina está sujeita, sempre, a oxidação.
Não adianta nem tentar aplicar um fremir de boa qualidade.
Não adianta lutar com a idade.
É uma maravilhosa máquina em um determinado tempo.
Eu lamento, mas na TV, eu me vi!
Como eu falei bonito, nem estremeci!
E, como máquina, o tempo me estremeceu.
Como sempre, ele ganhou, venceu!
Eu vi!
Creio que, dele, eu perdi.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Resposta superlativa

Eu gostaria de ver além da mente insana.
Gostaria de não responder de forma profana.
Gostaria de não ser indelicada, grosseira.
Mas, quando se fala asneira... Sai de baixo!
Eu também acho.
A mente humana é cheia de malícias.
E isso é uma das melhores delícias!
Sempre soube que maliciar era pecado.
Hoje sei que, foi meio errado.
O que eu quero de SUPERLATIVO ?
Gostaria de ver o amor superando o ódio
De forma SUPERLATIVA.
Eu queria um amor bem grandão
... em um espaço pequenininho.
Quero a ternura infinda no meu doce cantinho.
Eu quero que, o meu pequeno rebanho
...Seja feliz, do MAIOR TAMANHO!
Eu quero conservar amigos.
E eu quero sempre pensar que,
está brincando comigo.
Que as pessoas me aceitem
e eu quero aceitá-las também.
Quer coisa melhor, MAIOR, SUPERLATIVA assim?
ISSO É SUPERLATIVO PRA MIM !
Agora, pra você meu caro caminhoneiro...
Eu também desejo algo ENORME.
Peço que, na subida... Deus lhe ajuda.
E na descida... que lhe acuda!
E se isso não bastar,
se na descida, Deus não lhe ajudar.
Desejo a você algo bem grandão:
Um enorme e funcional freio de mão.
Mais um Superlativo apenas.
Estes são desejos SUPERLATIVOS da Maraláxia.

Superlativo







Comecei o ano com o pé direito
QUEBRADO!
O dedão inchado.
No cabelo, alguns fios dourados.
Fui obrigada a descer do salto
Virando o ano de rasteirinha!
Na mão, a unha vermelhinha
... Esmaltada!
Acolada, a bagagem de couro
Claro que, de onça falsa.
Cheia de graça, rumo ao superlativo.
O lindo todo LINDÃO.
Sumi daqui, tentei falar-lhes.
Olhem o orelhão!
A escada era enorme.
Tudo era grandão.
Tentei mandar-lhes uma mensagem com o estilingue.
Através de um bilhete amarrado a uma pedra
... puta PEDRÃO.
O peso eu não agüentaria
e pra minha agonia encontrei um moço.
Foi um alvoroço quando lhe perguntei:
_ Moço onde eu poderia ver aquelas coisas enormes?
Ele... O quê?
Bem, não sei...
Morri de rir, a cara dele
... eu não agüentei.
Foram tantas as coisas enormes gente.
E eu estou muito contente.
Comecei o ano bem.
Fui para o superlativo também.
Só sei que, daqui, eu me ausentei,
perdida neste mundo de grandezas.
Juro, desculpem-me, não foi safadeza.
Estou viva gente, comi tudo de direito.
Acentuei um pequeno defeito:
A bunda!
Que coisa profunda:
Redonda, quadrada bunda.
Superlativo apenas
Não liguem não.
Lindo bundão!