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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

O Natal agora é diferente





O Natal agora
é diferente.
Cheio de presentes!
A criançada saciada de brinquedos.

Sonhos desfeitos!
Com um Papai Noel vestido de defeitos
Injetando nos filhos de Deus
Valores que Ele não deu.

Muitos não sabem sobre o menino Jesus.
O símbolo da cruz onde Ele morreu
... E que Ele nasceu em Belém.

Histórias ficam perdidas.
Não interessam mais.
Quase a ninguém!

As estrelas guias seguem iluminando.
E os reis, os presentes vão ficando.
Caídos, sem sentido... Desembrulhados!
Jogados, quase com desdém.

Têm tantos, não interessam mais.
Quase mais nada
... A ninguém!

E, todo, aquele trabalho carinhoso...
De cada presente comprado.
Vai sendo jogado, fora!
E o Natal mais uma vez vai embora.

E eu corro até a janela... Aquela!
Olho distante um Natal passado.
No sapato, o capim amassado com aroma de flor.
Um pequeno presente recheado de carinho.
Não vinha sozinho; trazia, com ele, amor.

Saudades do meu Papai Noel.
Deve estar passeando de trenó no céu.
Com as mais belas renas.
Passou... Que pena!

Saudades!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Feliz Natal

Neste Natal
Eu quero abraçar cada um de vocês.
Com o maior gesto de ternura.
E com a ilusão pura de um mundo melhor...
Desejo-lhes um 2009 mais justo e humano.
Cheio de planos!
Desejo que sonhem todos os sonhos.
E que, a maioria deles, vocês consigam realizar.
Desejo que sonhem sem medo de sonhar!
Que amem muito, sem medo de amar.
Que sejam arrojados.
Que façam algumas loucuras sem medo de errar.
E se houver necessidade de pedir perdão...
Que vocês não se envergonhem de tal atitude.
Que tenham muita saúde.
Que tenham trabalho para obter o alimento.
Que tenham discernimento para se alimentar.
E se, houver doença ou qualquer sofrimento ...
Que saibam suportar.
Que acordem sob a beleza de um sol nascente.
E que ao sol poente avaliem cada dia.
E que tenham, só, alegria nesse pensar.
E que, ao olharem para o firmamento...
consigam ver o brilho das estrelas.
E caso queiram tê-las...
Que saibam sonhar.

Nesse ano que se inicia...
Eu peço a Deus que estejam comigo.
Da vida o que vale é ter amigos.
E vocês são, todos, especiais!

Feliz Natal.
Feliz ano novo!
Com carinho

Fátima

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Natal verdadeiro

Na pequena cidade sonhos pequenos.
No batido terreno pequenas crianças.
Que não se cansam de, tanto, brincar.
Nenhum enfeite piscando!

Nem sobre elas pairando o consumismo.
A data traz o verdadeiro sentido.
Em um menino Jesus vestido
De alegria, amor e paz.

E o Natal...
Assim acontecia.
E o ano novo trazia
O que, hoje, não traz.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Karis


Seu sorriso é triste.
Mas, a tristeza ensina.
Que para os fortes chega.
E se faz divina.

Se eu fosse sua mãe eu não permitiria
Que fosse embora para voltar um dia.
Mas, ela, também é forte.
Luta com a vida, já lutou com a morte.

E nesse desprender, nesse deixar...
Na despedida espera o seu retornar.
No jardim da vida Deus lhe deu amores.
Já lhe deu espinhos e colherá flores.

Ele a fez formosa e, até, lhe deu uma rosa.
Que estará sempre presente.
Se motivo existe para estar triste...
Motivo existe para estar contente.

E se, algum motivo existe para ser feliz.
O motivo tem nome
Chama-se Karis.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Soneto rasgado

Gosto de imaginar uma voz rouca.
Para sentir na boca o gosto desejado.
Gosto de sentir o toque insentido.
Para sentir na pele o gosto do pecado.

Gosto de mergulhar meu olhar perdido.
Em um olhar nunca visto e assim sonhado.
Gosto de desejar desejos loucos...
Em um corpo desnudo, recatado.

Gosto de imaginar beijos indecentes...
E o imprudente no prudente
... Escandalizado!

Desejos, tão, bem trancados.
Que nesse soneto...
Trago rasgado.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Despertar de ternura

Ainda ouço seu último estertor.
E, com tal dor, lembro da morte.

Ouço a sua voz rouca e crepitante.
Vejo-o na janela com a r
espiração ofegante!

Se após a morte há o despertar...
Quero crer que, um dia, eu despertarei.
Nesse seu lugar!
Que, um dia, eu poderei bem lhe encontrar.

E, sendo assim, meu pai querido...
Sempre, crente e
destemida.
Que eu saiba morrer da vida
Toda, a minha loucura.

E permita-me Deus que eu viva
Ao desprender-me daqui.
Perdidos momentos de ternura.

7 de dezembro, de um ano muito distante, nascia um HOMEM que eu admiro até hoje- meu PAI.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008