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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Chuva chora a natureza


É a chuva que chora
o verde que morre
por displicência do ser humano.
São tantos os desenganos,
tamanha tristeza...
Que a natureza, que é tão bela,
faz-se forte e se rebela
em um céu cinzento, não mais anil!
Faz triste o meu Brasil
... Muito triste!



( Site da imagem-http://exame.abril.com.br/economia/brasil/noticias/governo-decreta-luto-e-libera-fgts-para-vitimas-da-chuva)

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

CHOVE CHUVA



Antes foi a seca.
Fez-se calor.
E a pobre flor
quase morreu desidratada.
No céu azul, pairou a nuvem
E trouxe o vento, a chuvarada.
Nesta invernada, o lamaçal.
E as maritacas... que gritaria!
em meu quintal.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Ladravaz




O tempo me rouba
cada dia um pouquinho...
Vai levando a senhora, de mim,
de mansinho
Para nunca mais voltar.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Intensamente


Meu corpo repele o seu.
Com a mesma intensidade
Que você procura o meu
... Intensamente!


( imagem do Google )

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Entre muros


Era um homem calado
Cujos sonhos não podiam ser sonhados
porque ele se escondia.
Fazia do corpo a própria murada
e a parede era tão fria...


( Imagem do Google )

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Pão nosso de cada dia










Sinto a angústia da despedida.
O vazio dos assentos à mesa.
A incerteza no ano que inicia.

A presença de vocês em minha vida é muito marcante.
E nesses momentos meus, angustiantes,
recorro a crença aprendida.

Durante a vida vocês ensinaram os reais valores.
Presenciamos a luta.
Colhemos os louros, vocês as dores.

Quando partirem a "nossa casa" não será mais a mesma.
Na mesa não teremos o pão cilindrado, as massas, os assados.
Não sentiremos o calor da lenha no forno.
Os girassóis não darão ao jardim o mesmo adorno.

E eu confesso:
Sinto medo.
De pensar um arrepio.
Ao imaginar assentos vazios
a mesa.

sábado, 1 de janeiro de 2011

2011







"O tempo acaba o ano, o mês e a hora,
a força, a arte, a manha, a fortaleza;
o tempo acaba a fama e a riqueza,
o tempo o mesmo tempo de si chora."

E se Camões fosse vivo eu não me atreveria
a continuar a poesia do meu jeito:
Se "o tempo acaba o ano, o mês e a hora"
O tempo aproxima o tempo de irmos embora.

Já fiz arte e, agora,
faço manha ao ver desmoronar minha fortaleza
O tempo acaba com minhas maiores riquezas.

O tempo... Sempre o tempo!
O tempo que muda um número agora
É o mesmo tempo, e não demora, que levará meus amores.

E as portas se abrem para o novo ano...
E o porteiro celestial deveria fechar
as dos anteriores desenganos.

Deveria haver um término e um começo.
Mas o futuro é uma incerteza.
E o passado tem um preço.

É janeiro...
A porta se volta para os dois lados.
O tempo existe
e convencionou-se que os números fossem mudados.
2008-2009- 2010- 2011...

Que diferença faz?
Saudades
De um tempo
que não voltará mais.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades

"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já foi coberto de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía."

Luís de Camões

Feliz 2011 para todos nós.
Com carinho
Fátima

sábado, 25 de dezembro de 2010

Noite feliz









Quisera
Senhor,
neste Natal
armar uma ár-
vore dentro do
meu coração e nela
pendurar, em vez de
presentes, os nomes de
todos os meus amigos! Os
amigos de longe e de perto. Os
antigos e os mais recentes. Os que
vejo cada dia e os que raramente encon-
tro.Os sempre lembrados e os que, às vezes,
ficam esquecidos.Os constantes e os intermi-
tentes.Os das horas difíceis e os das horas alegres.
Os que, sem querer, eu magoei ou, sem querer,me ma-
goaram. Aqueles a quem conheço profundamente e aqueles
de quem não me são conhecidas a não ser as aparências.
Os que pouco me devem e aqueles a quem muito devo.
Meus amigos jovens e meus amigos velhinhos. Meus amigos
homens feitos e as crianças, minhas amiguinhas.
Meus amigos humildes e meus amigos importantes.
Os nomes de todos os que
já passaram pela minha
vida. Aqueles a quem eu
conheço sem me conhecerem e
aqueles que me conhecem sem eu os
conhecer. Que me admiram e
me estimam sem eu saber, que eu estimo
e admiro sem lhes dar a entender.
Uma árvore de raízes
muito profundas,para que os seus nomes
nunca mais sejam arrancados do meu coração.
De ramos muito extensos
para que novos nomes, vindos de todas as partes,
venham juntar-se aos existentes. De sombra muito
agradável para que nossa amizade seja um momento
de repouso nas lutas da vida.



Este escrito não é meu, também não sei quem é o autor.
Mas esta árvore...
eu armei em meu coração.
Obrigada a vocês, amigos e familiares queridos,
que tão bem a ornaram.
Com carinho
Um Feliz Ano Novo a todos.
Fátima