Tempestade na cidade.
Pensei nos desabrigados.
E senti dor e senti frio.
E meu rio virou pranto.
Vi meu canto, por muros altos, tão abrigado.
E mesmo assim, por telhas soltas, destelhado.
O céu negro escureceu o dia.
Coqueiros balançaram com tamanha energia...
Como se despedissem de mim.
Vi meu cãozinho assustado,
o rabo abaixado,
como se o mundo fosse ter fim.
Entendi, então, de perto a natureza
Pensei na beleza de reservas destruídas.
... Tive poucos danos!
Agumas flores, orquídeas despencadas.
Folhas soltas, desordenadas, do jardim.
Protegida, em meu canto abençoado.
Com a angústia do balançar dos coqueirais...
como já havia me despedido, despeço-me
da ânsia do ter mais.
Solitária...
Solidária...
Rebelde!
Crédito da imagem- Google images


Rasgue-me toda, se for capaz.
