contador

Hits Since February 12, 2007!

Free Hit Counter by Pliner.Net

Tradutor

Seguidores

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Abrindo janelas

Pedem-me para varrer este templo,
deixar de lamentos,
abrir janelas.
Acender velas e muito incenso.
E eu penso...
como deixar os mortos, que viveram comigo, no seu próprio limbo
 e enxugar as lágrimas e parar de me lamuriar.
Devo, pois, escrever versos?
 Mesmo sem rima, sem poesia?

De rimas pobres o blog sempre foi vestido!
De rimas vazias, sem sentido.
A última postagem fala sobre mãos
 e o meu coração veste uma angústia sem fim.

Ando ausente,
perdi uma pessoa muito querida!
Tenho vivido a morte
 e morrido a vida.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Essas mãos

" Poderias mergulhar como um só bloco no nada para onde vão os mortos: consolar-me-ia se me legasses as tuas mãos.
 Apenas as tuas mãos subsistiriam, separadas de ti, inexplicáveis como as dos deuses de mármore que se tornam pó e cal dos seus próprios túmulos.
Elas sobreviveriam aos teus actos, aos miseráveis corpos que acariciaram. Entre as coisas e ti, elas já não seriam intermediários: seriam elas próprias, transformadas em coisas.
Voltando a ser inocentes, pois tu já lá não estarias para fazer delas tuas cúmplices, tristes como galgos sem dono, desconcertadas como arcanjos a quem já nenhum deus dá ordens, as tuas mãos vãs repousariam sobre os joelhos das trevas.
As tuas mãos abertas, incapazes de dar ou de agarrar qualquer alegria, ter-me-iam deixado cair como uma boneca quebrada.
Beijo ao nível do pulso essas mãos indiferentes que a tua vontade já não afasta das minhas; acaricio a artéria azul, a coluna de sangue que outrora, incessante como o jacto de uma fonte, surgia do solo do teu coração.
 Com pequenos soluços satisfeitos, encosto a cabeça como uma criança, entre as palmas cheias de estrelas, de cruzes, de precipícios daquilo que foi o meu destino."





Marguerite Yourcenar

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Anjos meus

Ando sem verso, sem muita prosa.
No jardim eu cuido da última rosa...
 plantada.
Lágrimas descuidadas
molham a flor.
E eu sorrio tristemente...
Porque o que o meu coração sente
é dor.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

De volta para casa

Pois é, minha querida, cada dia um passo e a gente nem percebe. Que pena, Tia Anália, eu já estou morrendo de saudades. Descanse em paz.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Minhas respostas





Preservo- me fogo no vulcão que incendeia.
Já fui sereia à espera das águas do mar.
Para um bom marinheiro...
a caixa de Pandora a decifrar.

Roubei do céu o segredo do fogo
e da água do oceano o segredo do mar.
Não escrevi nem recebi qualquer poema...
Nem minha pele soube mais o que é roçar.

Fiquei presa às audácias que recorda minha mente.
Tentei apagar-me fogo e pus-me a nadar.
Naufraguei meu corpo carente
a procura de carícias vindas do mar.

Não obtive as carícias que meu corpo pedia.
Do fogo, que ardia, sobrou cinza da lenha a queimar.
Nenhuma água em meu ondulado corpo...
nenhuma onda quis me ondular.


Crédito da imagem- Google images
( A maioria das vezes, nos blogs de poesias, faço comentários referente ao escrito em forma de poema, este foi um deles, não me lembro qual nem de quem.)

sexta-feira, 30 de março de 2012

Descanso apenas


E morremos todos...
em uma morte silenciosa.
Uma Rosa?
Uma rosa em uma lápide fria.

A tumba vazia,
tão vazia quanto os sentimentos.
Nem mais uma palavra
nem mais um poema.

Falta de tema,
talvez,
talvez cansaço!

E a morte ocorre,
mas ninguém morre...
Descansa!

quarta-feira, 28 de março de 2012

Insônia


Esse sono que de dia
bate em eterno cansaço
e que no início das madrugadas some
e que não mais vem...
É o mesmo sono que foge
das madrugadas de meu bem.
E ficamos os dois na cama
rolando ...
a espera do sono!



Crédito da imagem- Google images

quinta-feira, 22 de março de 2012

Água que te quero ÁGUA


Em minha rua vejo árvores podadas.
E nas áreas de preservação
vejo árvores
mendigando por uma fonte.
Vejo rios contaminados...
Contaminado vejo
meu Horizonte.

domingo, 18 de março de 2012

Tragédia em atos



Ele havia prometido:
daria fim a própria vida
depois de matá-la.
De que forma?
Não havia decidido!
De demônio vestido
tomaria a decisão.
Talvez a enforcasse
com as próprias mãos.
E, depois, daria fim
à vida.


Imagem- Google images