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domingo, 6 de abril de 2008

Saudades

Olho o céu e, nada, encontro.
E, neste ponto, me desconcerto.
Não acho certo e, ainda, ciente
fico descrente ao olhar a terra.

Lá, a vida encerra!
Restos descansam, me desaponto.
Lá, te encontro e me desespero.
Cadê minha crença, onde a perdi?

Desde que nasci, fizeste-me crer na alma
Cadê teu espírito, cadê o eterno que acalma?
Cadê o que te animava e que te dava vida?
Perdi, nada encontro desde a tua partida.

Sinto a ausência do teu último expiro.
Ainda respiro tua força em teu sofrimento.
Ainda há tormento de não ter-te olhado.
De não ter-te afagado no último momento.

Foi-se o dia, o trabalho levou-me distante.
Poderias ter me beijado momentos antes.
Já havias partido quando eu cheguei.
Não tive teu último beijo, só eu te beijei!

Sete anos de saudades

quinta-feira, 3 de abril de 2008

O sol

O sol se oculta no horizonte.
Leva com ele o matiz das cores mais vibrantes.
E eu caminho, por acaso, neste ocaso
Nestes matizes, em ocasionais crises.

No processo inverso, o sol nasce em outra direção.
E, vestindo cores amenas, torna a vida mais serena.
Com sua luminosidade crescente, anuncia o novo dia.
Devolve a esperança, contagia em alegria.

E, assim, acontece sucessivamente.
É um leva e traz do estar contente.
O sol aparece, passa o dia e se esconde.
Leva a alegria, não sei bem, nem sei pra onde.

Pensei em ilusão de ótica, talvez fosse.
Mas, que momento triste e doce...
Quando ele posta, grandioso no horizonte.
Leva - me a um lugar muito... muito distante!

Em um lugar...
que eu nem sei se existe mais.
Em um lugar...
onde, um dia, eu encontrei paz.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Vôo rasante

Triste caminhar sozinho.
É como ave sem ninho.

É sobreviver sem ter onde ficar.
É o desertar!
Vôo rasante,
sem saber pra onde voar.

domingo, 30 de março de 2008

Baobá

Tentei procurar no verde a esperança.
O verde sumiu. Saí e, lá fora, eu esperei.
Na doçura do pôr do sol, eu mergulhei.
Adormeci!
...E, ao despertar da aurora.
Vi que até a seriema ia embora.
Entristeci.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Meus sais

De brincadeira, fluíram sorrisos.
Da seriedade, algumas verdades:
Eu nem sabia que minha alegria,
tão bem, escondia a melancolia
... Abafada em ais!
E, de mansinho, chegaram sais.
Salpicaram-me de carinho
... Florais!
Fluíram em essências.
Supriram pequenas carências.
Nada mais!
E, de brincadeira, banhei e me banho.
Imersa em sais, ainda, me assanho.
Meus ais, tão profundos, ficaram perdidos.
Em sais submergidos.
... Florais!

quarta-feira, 26 de março de 2008

Gostaria

Gostaria que você viesse.
De uma maneira calma, serena.
Gostaria que viesse para falar, escutar
ou contar de uma viagem.

Que viesse de qualquer forma.
A qualquer tempo!
Que viesse como o vento
Quando presenteia o navegante com sua aragem.

E que, neste varadouro, fossemos apenas dois rios.
Nesta curta passagem, parte de uma bela paisagem.
Gostaria que você viesse como o vento,
a qualquer hora, a qualquer tempo.

terça-feira, 25 de março de 2008

Saber viver

Anjos da minha vida, transcrevo aqui,
" Saber viver " de CORA CORALINA

"Não sei... Se a vida é curta
ou longa demais pra nós.
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe
Braço que envolve
Palavra que conforta
Silêncio que respeita
Alegria que contagia
Lágrima que corre
Olhar que acaricia
Desejo que sacia
Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,
é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
nem longa demais.
Mas, que seja intensa,
verdadeira, pura...
Enquanto durar"

segunda-feira, 17 de março de 2008

Graças pela graça da tua vida


Tia Linda

Qualquer coisa que eu diga é pouco
diante da grandeza de teu ser.
Renunciaste a tudo!
... Só pelo nosso bem querer.
Foste e é, o sentido do amor verdadeiro, desinteressado!
Por nós, deste a tua juventude.
És, ainda, a dedicação em plenitude.
Acolheste-nos como filhos.
Envolveste-nos com teus gestos de bondade.
Perdeste, todos, os bons momentos da tua mocidade.
Deste-nos o teu colo acolhedor.
Tornaste o nosso anjo zelador.
Ensinaste-nos com a tua simplicidade.
Ensinaste- nos a sermos bons
com teus gestos de humildade.
Eu tenho o maior orgulho de ti.
De ter o teu afeto.
Sabe por que tia Linda?
Por mais que nos esforçássemos...
Por mais que fossemos capazes e que sonhássemos...
Sem o teu suporte, nós não conseguiríamos!
Era um tempo diferente.
Um tempo em que sonhar, era para pouca gente.
Como sonhos alcançar, morando naquele pequeno lugar?
Era preciso um sonhador e tivemos um pai.
Um homem inteligente que, por nós, sonhou.
Era preciso uma companheira e nossa mãe, ele encontrou.
Era preciso um anjo da guarda e Deus te enviou.
Graças pela graça da tua vida em nossas vidas, tia!
Graças pelos teus 90 anos!
Obrigada e perdoe-nos.
Tomamos, todo, o teu tempo.
Viveste por nós !
Jamais esqueceremos.
A nossa eterna gratidão.

sexta-feira, 14 de março de 2008

A dança do ente

Ai que Miguel chato! O Zéca e eu estamos tentando fazê-lo dançar na festa da tia Linda. Olhem aí!
Mas, ele não quer mesmo e ainda, fica bravo. Azar!