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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Comentário do Paulo em poema

E no barzinho da Maraláxia... Quer dizer, no ponto de encontro da Maraláxia,
Paulo escreve um comentário em poema.

Vida,oportunidade de encontro,
conciliação!
Morte,nunca mais como era antes,
separação.
Corpo morto,
Mente ausente.
Frio, rígido,
Inconsciente.
Sem dor, sem sonho,
Sem PRESENTE...
Mas, quase sempre,
Morte, perdão e união - descanso
Vida, intriga e separação - luta
A vida
A ternura
As brigas
A agrura.
Tentar esquecer
Querer se lembrar
De como é querer
Viver e amar.
Viver procurando
Sofrer expressando
Projetos futuros
Sem falhas, sem furos.
Tentar se conter
Querer libertar
Deixar de sofrer
Parar de sonhar.
A busca contínua
Infinita, uma sina
Uma vida, um momento
PRESENTE tormento.


Paulo

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Agosto


Era o primeiro dia de agosto.
Seu queixo no peito fincado
entre paredes de madeira guardado... jazia.

Não sei que horas o relógio batia.
Não tinha!
Mesmo que houvesse, um que batesse, eu não ouviria.

Foi nesse dia que eu comecei a ter medo
de desvendar o segredo
da morte!

sábado, 1 de agosto de 2009

Passando pelo Horizonte


Esta é mais uma figura do meu Horizonte.
Em sonhos de hoje não reclama os de ontem.
Vive cada dia!
Olha para o céu e agradece cada folha de papel
que o homem joga.
A natureza não maltrata!
Limpa a rua e a folha de papel cata.
E, assim, os seus sonhos vão
... soltos pelo chão!
Sujeito acanhado, corpo minguado.
Sorriso espremido!
E eu fico imaginando quantos sonhos coloridos
nesse nobre coração.
Sonhos de papel, de papelão...
Assim é essa figura!
Estranha e nobre criatura
que vive hoje, sem saber do amanhã.
E sem falar do ontem...
Passa pelo Horizonte.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Sombra e água fresca

Não me assombro que tu queres sombra.
E na água fresca queres molhar teu rosto.
Se é por gosto...
Que seja assim!
Desde que fiques longe de mim.

O meu corpo eu suo bem.
E não descanso à sombra de ninguém!
A minha árvore eu plantei, ensinaram-me a plantar.
Não tenho tempo de ficar à toa.
Em sombra alheia a sombrear.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Coronela

E lá vai ela- A Coronela!
Fardada de bruxa...
Só dá ela!

Gesticula e alto fala.
Pula de raiva.
Olho arregala.
Pensa que berro
vence batalha.

Dela, eu não tenho medo não.
Pode vir todo o batalhão.
Pensa que é A Coronela!
Que pena eu tenho dela.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Luís Eduardo

Realmente, o que vale na vida são os bons momentos. Que você, Luís Eduardo, desfrute da vida todos os bons momentos.
Parabéns Luís!
Com carinho de todos nós Maraláxianos.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Ensaio para Dudu

Voz solta no ensaio com as netas.
Na festa, a emoção sua voz embargou.
E emocionado cantou para Luís Eduardo.

Nesses momentos a emoção leva a viagens distantes.
Ao encontro com pessoas que, da nossa vida, foram levadas antes.
Tudo isso faz a voz embargar!

E com isso eu me ponho a pensar...
Que a vida compensa
Pela alegria e ternura imensa desses momentos.

Com um ano de vida
Luís Eduardo bateu palmas ao ouvir a sua canção.
Inocente alegria misturada à emoção.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Rio Amazonas

Rebelde, indômito.
Transbordante!
Semelhante a um rio
Com suas enchentes e vazantes.
Não vinha sozinho!
Chegava com a força que impulsiona o bom caminho.
Turbulento como as águas do Amazonas no oceano.
Impondo na leitura a sua cor, o seu gosto.
Não mostrava o rosto.
Da pele não sabiam a textura.
Pelos livros avaliavam a sua ternura.
Distante argumentava, da vida, a beleza.
E com o esplendor da natureza, ele ia se chocando.
Com a mesma força e rebeldia
Que águas opostas vão se encontrando.
Assuntos sobre livros partilhava.
E com eles inundava terrenos marginais.
Possuía marés, dos oceanos iguais.
Após essas enchentes ele partia.
Seguindo fluxo diferente,
como um rio cheio de corredeira.
E, de brincadeira, às mesmas águas, às vezes, ele retornava.
Em conhecimentos inundava!
E, depois... Sumia!
Nesse remanso ia anulando toda a correnteza.
Sem perder a beleza ou causar desaponto.
Sem causar desengano!
Era apenas um encontro
De um imenso rio e um oceano.

domingo, 19 de julho de 2009

Domingo

Passei a não gostar do domingo, cheira despedida.
Sempre há uma partida, uma dor.
Seja como for eu não gosto do domingo!
Fecha-se a porta e, na segunda, a esperança volta.

O trabalho é bendito e, nele, eu sufoco a minha dor e o meu grito.
Ele é, em minha vida, uma luz que ilumina com ternura.
Sufoca minha loucura, me penetra, é o que presta e me sustenta.
É o que me agüenta!

Ainda tenho minha Pasárgada, e quando não houver mais nada?
Quando esse lugar for embora?
Aí sim eu terei um domingo sem esperança, sem volta.
Aí sim, o domingo fechará a porta.

E como um domingo triste amanhecido, serei uma árvore morta.
Que desfolhe em mim, então, todo o meu ser.
E que todo o meu bem querer fique para a próxima folhagem.
Desnuda e muda esperando o outro verão.

Hoje é domingo, todos se vão!
E eu fico como folha caída, pela vida levada ao vento.
Mais um domingo, uma despedida
...
Tormento!