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domingo, 23 de outubro de 2011

Sabores


Não quero tocar seu rosto,
nem sentir o seu gosto
e nem deixar você me beijar.
Só quero o sabor da conquista,
para não perder o jeito
de conquistar.




Imagem do Google

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O fim justifica os meios?

O fim
não justifica os meios...
Diferente de como veio o amor acaba.
Uma relação à dois não deveria ter um príncipe governante...
Nem poder dominante para alcançar um final comum aos dois.
Mas na conquista de um DEPOIS
tenta-se realizar individuais planos.
E são tantos os desenganos...
que acabam se dividindo,
justificando
o fim .

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Capadócia







Verdadeiras cavernas onde passaram
hititas, lídios, frígios,
macedônios, romanos,
persas e otomanos.
Contam que lá Paulo fez pregação,
foi refúgio de Maria, terra de São Jorge...
e o mesmo céu, hoje, é colorido de balão.
Linda... diferente!
Entre o Oriente e o ocidente desponta Capadócia,
com suas rochas vulcânicas da cor rosa
e castanho- avermelhado,
foi esculpida pelo tempo com cuidado...
De forma fálica!
Abrigo das pinturas rupestres,
das cidades subterrâneas.
Possui beleza natural, mística!
Sensacão inexplicável olhá-la de cima,
é como se os vulcões extintos
pudessem reacender as chamas
com suas lavas incandescentes
e pudesse acabar com as diferenças
entre o Oriente e o Ocidente.
Tamanho sonho, tamanha magia...
nessa floresta de chaminés de fadas.
Magnífica Capadócia!!!



sábado, 8 de outubro de 2011

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A raposa e o pequeno príncipe



E foi assim que a raposa esperou
que o príncipe voltasse.
Ao simples toque ela sairia da toca.
Não ouviu mais seus passos,
nem mais viu seus cachos dourados.
Dos dias sempre iguais o desencanto.

Ela não comia pão.
Inútil, para ela, era o trigo.
Mas, aquele campo, lembrava o amigo.
Ele havia partido para outro planeta...
Dizia ser cometa, pois era!

Ele não tinha muito tempo...
Tinha amigos a descobrir,
coisas a conhecer mundo afora.
Passou depressa,
foi embora.

A raposa, que ele já havia cativado,
naquele trigo dourado se perdia.
Aprendeu a amar o vento
que nele batia.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Soneto de imortalidade




Desejo ser, para sempre, sua companheira.
Estar ao seu lado na hora derradeira.
Selar seus lábios com um beijo
e com super bonder também!

Rezar todas as rezas em uma Ave Maria.
No Pai nosso agradecer o pão de cada dia,
e sendo feita a vontade do pai...
Dizer amém!

Desejo vesti-lo com o melhor terno.
Imaginá-lo no céu, longe do inferno...
E em suas mãos depositar uma rosa, nada além!

Desejo organizar cada coroa de flor.
E que todos percebam o amor...
que eu tive por você e por mais ninguém!



Imagem- Google images

sábado, 1 de outubro de 2011

Dança do DNA


Deixaste tua marca registrada.
Da tua molécula de vida
tem pessoas impregnada.

No Ácido Desoxirribonucleico teus defeitos.
A tua informação genética armazenada,
transmitida, bem calculada, aos descendentes.

Na carga de um núcleo estás contida.
E eu sinto que ainda pulsa a tua vida...
e que não morrerás, jamais!

Vejo a dança que torce em uma fita dupla,
não ao som de sol ou dó maior...
Mas ao som das letras A, T, C e G.

E eu custo crer nas diferentes combinações
que essas letras são capazes de fazer...
Elas assustam!




























imagem do Google images

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Poema póstumo



Seu olhar policiava.
Parecia invadir pensamentos.
Semeava hostilidade,cheia de rancores
e dores infundadas.

Ultimamente suas dores eram tão doídas...
Tão sofridas... tão verdadeiras...
E, bem antes de tudo isso, eu fiz tudo por querê-la.
A senhora não quis!

Passou pela vida infeliz,
entre risos e lágrimas, dramatizando.
Netos foram chegando
e nenhum, pela senhora, cativado.

Descanse...
Seus óculos não mais equilibram em seu nariz empinado.
Seu corpo dobrado, sobre as pernas fracas, não mais conspira.
Perdoe-me se a sua ausência me inspira esse poema tão triste.

Desejei amá-la como amei minha mãe.
Quis vê-la quase a sua imagem e semelhança.
Quis ter seu afago, ser também sua criança.
Suas mãos pareciam tão macias...

Descanse...
Descanse sua angústia e dor.
Uma flor e um beijo.
De alguém que poderia ter sido sua filha
Fátima

sábado, 3 de setembro de 2011

Entre o Ocidente e o Oriente


Vou deixar a porta aberta...
para que respirem um pouco de mim.
Não poderia sair, assim, sem avisar.
Vou dar uma volta...
caminhar por vielas,
andar por ruelas cheirando a pães,
doces e especiarias.
Sentir a alegria da antiga capital
dos dois maiores impérios da história.
Relembrar Tróia e também os Sultões.
Deitar no berço da arte bizantina.
Sentir-me menina,
a mais feliz do mundo!
Respirar fundo...
a arquitetura,
a música, a culinária
e a pintura.
E todas as outras formas
de expressão artística saborear
Atravessar mares... muitos mares...
Chegar a estreitos!
E, com tudo que se tem direito, descansar.
Enxaguar as mãos com água de rosas
e, de emoção, chorar.


Até a volta!





Imagem- Google images