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sábado, 26 de janeiro de 2008

Flua alegria e esqueça a grafia

Pede-me que eu escreva e publique.
Dá-me idéias de papel, sugere desenhos.
Minha querida prima...

Acha mesmo que eu teria tal capacidade?
Acha que alguém ficaria atento a alguém tão confuso e evasivo? Acha mesmo que alguém perderia tempo comigo? Atropelaria idéias, misturaria tudo, seria uma completa discordância de pensamentos, próprio do escrito. Minhas histórias seriam fugazes, ora excitantes, ora desconcertantes. Ao ler-me ficariam confusos.

Sei que ficariam!
Alguns tentariam corrigir-me, ironizariam!
Veriam em meus escritos algo escondido, ou achariam assim. Pobre de mim!
Tudo a ver e... Nada!
Ninguém entenderia o meu humor, por inúmeras vezes, presente. Algumas, irônico.
Minha alma feminina escreveria coisas quentes e irreverentes. Chocaria!
Por mais que eu tentasse, eu não conseguiria fazer-me entender. E quem disse que eu quero tentar?

É, acho que, também cansei!
O íntimo de um ser humano é muito estranho.
É uma loucura imensurável, não há tamanho que a qualifique. Difícil o ser que, consiga tornar pública esta situação. Talvez eu tenha tentado.

Sempre, assim, questionado. E talvez, ainda, não tenha conseguido fazer-me entender. Um dia, quem sabe?
... Se houver tempo, pode ser que haja!
Que tal o nome do livro?
-
Complexidade extinta
- Escritos confusos
- Evasiva insurreição
-Insurreição inquietante
-Desconexa insurreição
-Viva com a alma, flua alegria e esqueça a grafia
(muito extenso)
- A rebelião de meu ser (Insurreição própria)
- Minhas loucuras

- Divina insurreição
E por aí vai. Pensar em temas para quê?
Não vou mesmo escrever...

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Primeira vez

Sinto a embriagues da primeira vez.
Sob o luar, sinto ondas em meu corpo.
Como as ondas em refluxo do mar.
O tremor devastador, o balançar.
Sinto o torpor próprio da paixão.
A areia quente, a terra a tremer.
O suor no corpo a escorrer.
Um abalo sísmico!
O trepidar da placa rochosa.
Que faz balançar o jardim,
o jardineiro e a rosa!
Sinto a terra inteira girando.
Ao som gemido...
de sussurros sentidos de embriagues
Envolvida, pelos mistérios da primeira vez.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Bello Macho Man!

Beleza masculina

Meu amigo de blog...
Pede-me algo sobre a beleza masculina.
Tentam embutir nela um novo homem:
O metrossexual.
Seria um homem de tamanho anormal?
Diz ser o homem da cidade, os bem sucedidos.
Que se preocupam com o corpo, a aparência.
Roupas de grife, corpão, aquele tipão!
O velho conceito visto por minha alma feminina...
É algo bem acima!
Falo da beleza da alma.
Quantos metros qualificaria tal beleza?
Milhometroalmanimal?
Um Homem tem que ter muiiiitos... centímetros
... muitos, muitos... Muitos metros de alma!
Nesta beleza, embute a garra, a poesia, a calma.
Nesta beleza embute a força, a coragem.
O jeito, por vezes,
grotesco do homem da terra.
O jeito Homem, do verdadeiro Homem.
Nisto, a beleza do homem encerra.
O homem é belo pelo simples fato de ser Homem.
Que frescura é esta agora?
De ser homem com tanta metragem?
Puta sacanagem!
Homens com hidratantes sobre depilação...
Homem tem que ser macho!

Eu ainda acho.
Homem tem que ter pelo, tem que ter barba.
Tem que cuspir longe, tem que falar alto.
Tem que ter vergonha na cara.
Homem tem que ser HOMEM!
A beleza está muito além da aparência.
Bastam atitudes.
Esta é uma das virtudes, sapiência!
Antes de mais nada, um homem para ser belo...
Precisa ser HOMEM!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Ser abstrato- linguagem abstrusa

( Resposta a um amigo de infância.)
...
Argumenta a menina do passado
E a mulher de agora.
A menina desta mulher...
Nunca, foi embora.
Continua medrosa, ainda menina.
Nada impede que seja um poema.
Que desenvolva temas variados.
Alguns sensuais, picantes.
Isto não significa ser errante.
Na vida, é bom degustar sabores.
Em uma galeria de arte,
pintar todas as cores.
Eu sou um quadro abstrato!
Sou a coragem, eu sou o medo.
Da família, eu extraí a maior riqueza:
- a honra!
Transcendo as aparências exteriores da minha realidade.
Eis, a minha verdade!
Meus dados sensoriais não correspondem ao concreto.
Na minha vida, quando chão, eu sou o teto.
Vejo lindos desenhos nas nuvens, em dias de tempestades.
Eu sou o vago, o obscuro, o desentendido.
Não tente compreender-me...
Eu sou assim e meus textos também.
É difícil o entendimento por alguém.
Minha poesia, meus poemas...
Minha linguagem é abstrusa.
Esta sou eu!
Eu sou toda confusa.

Não queira entender...
Entender-me pra quê?

sábado, 19 de janeiro de 2008

Energia solar

Para quê buscar luz onde não tem radiação pulsante?
Para quê buscar fonte, onde o próprio ser é errante?
Fico nas trevas!
E se o meu ser, assim, me leva...
Ainda procuro-me na loucura.
Estou nas radiações infravermelhas.
Perdida entre as estrelas.
Sou uma delas agora!
Quando eu for embora... busquem-me!
Estarei no céu a iluminar.
Ou, entre as flores a jardinar.
E, sendo assim, serei a própria energia.
Buscarei nesta fonte, nesta crença, a minha alegria.
Serei o maior astro!
Aquecerei oceanos, suprirei desenganos.
Evaporarei tristes águas passadas.
Nuvens, delas, eu farei.
Chuvas eu criarei e regarei os jardins da vida.
E, se alguma neve houver, ainda se der...
Sei que, por mim, serão transformadas em rios e lagos.
Oceanos azuis!
E, neles eu navegarei.
Em, nenhum outro lugar mais, fonte, eu buscarei!
Os ventos, as chuvas, as tempestades,
... os ciclones, os furacões. Todos, os vulcões!
Serão para mim, como um suave fluxo de rio.
Sim, eu sou louca!
Eu sou rio, eu sou as ondas do mar
... de todo um oceano.
E, de todas as descrenças e desenganos,
eu só busco amar.
Mantenho meus alegres movimentos.
Pois eu sou a própria
energia solar!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Fonte de luz


Que farias se tiveste sido inspiração poética por um dia?
Deslumbrarias o mundo e por um segundo, degustarias a vida?
Extrairias dela toda beleza que o próprio mundo faz esquecer?
Resgatarias a criança que está em ti a morrer?

... Se, assim, tu procederes
Se nenhum destes itens, esqueceres
Se embalares nesta real loucura
Se conseguires experimentar desta doçura...
Daí então, tu serás digno de toda inspiração.

Tu resgataste da vida, toda a beleza.
Descobriste que um paraíso em ti existe.
Que o ludismo, ainda, em ti persiste.
Que, teu ser adulto e culto nada fez arrefecer.
Resgatastes a criança que, o mundo, tentou perder.

A solidão...
Bem sei, existe!
Não há humano que com ela, coexista bem.
Quando tocado por alguém...
Afloram fontes de inspirações.

Não é preciso ser uma Fontana de Trevi.
E, se tu, ainda, te atreves...
Eu te busco neste silêncio obscuro.
És fonte de luz que ilumina este escuro.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Ave Marias

Ave Marias !
Maria Rosa
... de Fátima
... Carlota
... Joaquina
... Josefina
... Antonieta
Menina!
Ave Maria!
... Marlene!
Que nesta vida perene
Ainda, domina.
Ave, Maria!
Maria Ana
... Eunice
... Letícia
... Luísa
... Laura
... Júlia
Carolina!
Maria das Graças...
Tão cheias de graças.
São, todas, meninas!
Maria... Marias.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

92 anos- tia Anália

Sim... Sou louca!
E minha frágil memória é leve.
Mas, não tão breve como a ventania.
Em mim soa o alto riso, a gargalhada, a alegria.
Sim, eu sou louca em devaneios.
E, neste meio, perco-me em amores.
Meu Deus!
Eu tenho-os, tanto!
E, neste canto,
está meu maior encanto.
Obrigada por vocês,
meus amores supremos.
Porque no campo terreno, com vocês...
Eu aprendi o verdadeiro sentido da vida
O que me faz sorrir.
O verdadeiro sentido de existir.
Vocês não deixaram que
a minha infância morresse.
Vocês não permitiram
que eu crescesse.
Sim, eu continuo louca!
Sou ainda aquela criança.
Tenho um corpo bonito
... melhorou o contorno.
Tenho hoje, em meu rosto,
alguns traços marcados.
Um olhar enorme,
por vocês, iluminado.
Em mim, não há mágoas.
Nem sei se as tive um dia.
Sou louca, eu rio muito.
Eu sou extrema alegria.
E neste dia, de muita felicidade,
eu comemoro a vida.
A sua vida tia!
Minha tia- mãe, minha querida!
Obrigada por existir
E, por ter permitido...
O melhor, da nossa vida.
Parabéns Tia!

Com o meu carinho
E, com certeza, de meus irmãos.