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domingo, 30 de abril de 2017

Poema para um cego


Sou borboleta
beijando flores.
Matizada de belas cores,
pintando alegria para você.

Sou flor,
por você colhida,
Sou a flor da sua vida!
Só, você, não vê.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

MUITO do nada

E ela fica calada...
Esperando que no momento certo
haja o GRITO do desencanto...
Que o riso fácil , na graça escancarada,
 se rasgue em pranto.
Mas ela morrerá sem nada...
Ninguém saberá... ninguém...
NUNCA... NADA!

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Aprendendo a cuidar das flores...

E na casa já povoada de lembranças...
há uma tentativa incrível de vivência
dos últimos viventes.
Os fins de semana têm sido assim...
e a cada ida eu volto com a sensação
de que tudo, um dia, termina...
e eu não me arrependo de ter vivido,
e ainda viver, intensamente
este quintal, neste jardim...
com as pessoas que o floriram
e com a Tia Linda que, hoje com 97 anos,
ainda o faz florir.
O que eu faço neste lugar sempre?
Oras, aprendo a cuidar das flores...

quinta-feira, 29 de maio de 2014

O tempo

O tempo tem passado
com tal pressidão...
que por mais que me apresse
não consigo me adequar ao tempo.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Padre?

Ele era um hipócrita!
Uma pessoa sem rumo sem norte.
E se dizia santo!
E vestia um manto...
e vestia batina!
E tinha irmãos
e, para um deles, mandava recado.
E, revestido de pecado,
falava em justiça!
Era mais um insano
em um bando de loucos.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Corcova

Aprendi a me vergar...
Como se cedendo ao meu peso
me redimisse de coisas que não fiz
e de outras tantas que eu nem sei.
Tanto me verguei...
que fiquei corcova!

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Estranho ser

Ele era estranho...

tão estranho que a própria estranheza assustava.

Andava por cômodos sombrios e sentia frio ao próprio tato.

O fato é que era estranho.

Passou a vida assustando o próprio ser.

Conseguiu um único bem querer,

matou um amor sincero e puro

Era inseguro, trazia insegurança...

e viveu nessa matança...

tentando matar o que não aceitava.

Odiava...a própria existência!

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

O culpado e a flor

Ele culpava porque culpava a própria vida.
Era uma ferida que causava dor.
Tornou maior quando partilhou o segredo,
ficou com medo da fala da flor.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Por quê?

Venta lá fora...
E antes de eu ir embora questiono o porquê de a vida ser assim:
Tenho levado sempre de mim às pessoas que eu amo e sempre amei.
Amo como se eu fosse partir hoje, com certeza amanhã...
Procuro entender, amar e se preciso perdoar...
Não entendo desentendimentos...
E o meu questionamento é sempre: Por quê?