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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Abrindo janelas

Pedem-me para varrer este templo,
deixar de lamentos,
abrir janelas.
Acender velas e muito incenso.
E eu penso...
como deixar os mortos, que viveram comigo, no seu próprio limbo
 e enxugar as lágrimas e parar de me lamuriar.
Devo, pois, escrever versos?
 Mesmo sem rima, sem poesia?

De rimas pobres o blog sempre foi vestido!
De rimas vazias, sem sentido.
A última postagem fala sobre mãos
 e o meu coração veste uma angústia sem fim.

Ando ausente,
perdi uma pessoa muito querida!
Tenho vivido a morte
 e morrido a vida.

10 comentários:

hesseherre disse...

Varrer este templo que nos trazes desde o teu coração
Deixar de se lamentar, deixar os mortos onde eles estão...
No seu próprio limbo que não é o teu...estão felizes, sabes...
A tua angústia é uma pedra de gelo que o calor do tempo derreterá.
Vive tua vida, o tempo é o melhor cicatrizante.Relê aquela linda poesia da morte do porco no sítio, verás ali esta força de teus versos que agora ignoras.

Álvaro Lins disse...

A perda é dramática, mas não irreparável!
Bjo

Sonhadora disse...

Minha querida

Muito sentido este poema...magoado e triste.
A vida é mesmo isso feita de alegria e dor e devemos rir e chorar naturalmente.

Um beijinho com carinho
Sonhadora

Evanir disse...

Ter vc comigo é maravilhoso! Obrigada pelo carinho e sua amizade.
Obrigada por reservar um cantinho em sua vida para abrigar o meu amor e carinho.
obrigada por partilhar comigo momentos tão sublimes nesta troca gratuita de amizade!
Que Deus te proteja hoje e sempre.
Obrigada também por estar sempre comigo
em todos os momentos da minha vida.
E através dessa magica telinha que encontrei
alegria de viver e lutar sempre .
Aqui tenho amigos reais por isso
sempre digo.
Amigos para Sempre.
Um feliz e abençoado final de semana.
Beijos no coração,Evanir.

O Profeta disse...

Como se ama uma planta que não floriu?
Como se ouve um coração em silêncio total?
Como se sente uma dor que a paixão desenhou?
Como se alcança o Sol quando o dia morreu, acabou?

Um Outono invadiu esta ausente Primavera
Povoei esta ilha com palavras em baixela de poesia
Encontrei uma casa da manhã com verdade e revolta
Construi a claridade com fogo de uma chama já morta

Bom fim de semana

Doce beijo

tecas disse...

Minha querida amiga Fatinha, perder quem tanto amamos é dramático, mas a vida continua. Sê forte. O teu poema é de uma beleza impar, apesar de triste. Parecendo que não, escrever ajuda a aliviar o coração. Continua e apesar de um oceano nos separar, podes contar comigo, com a minha amizade. Caso queiras e possas viajar, tens a minha casa às ordens.
Beijinho muito amigo e uma flor.

hesseherre disse...

Saudades de você Julie.
O tempo passa, mas não esqueço seus doces afagos-lambidas. Amei você!

E É PORISSO TAMBÉM QUE DEVES VOLTAR AO TEMPLO, PARA DESPERTARES DESTE TORPOR...FAZES MUITA falta, tu e o henrique taverna do ferreira...voltem...

Nilson Barcelli disse...

Fátima, querida amiga, lamento a perda da pessoa amiga.
Mas a vida não pára.
Por isso, acho que deves continuar a publicar os teus poemas.
Gostei deste, apesar das circunstâncias.
Beijo.

Nilson Barcelli disse...

Vim ajudar-te a abrir as tuas janelas... puxa, que eu empurro...
Fátima, querida amiga, tem um bom resto de domingo e boa semana.
Beijo.

rosa-branca disse...

Amiga Fátima, é tempo de abrir as persianas para entrar a luz. Também perdi alguém muito querido (o meu irmão) e acredita que sei bem o que é. Não é fácil, mas verás que o tempo é um grande amigo, mais do que imaginas. A dor se transforma numa saudade sem fim, mas nos ajuda a sobreviver. Tinha uma amiga que na altura me dizia que eu não podia ser egoísta a ponto, de ele estar a sofrer e eu o querer cá. Senti que era uma grande verdade, por isso temos que os deixar partir em paz. Deixo-te o meu abraço e um grande beijo com muito carinho

PS: Volta a escrever, pois a tua alma vai agradecer por isso.