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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Fantasmas de um homem


Sombras arrastam.
Misturam à mente.
Formam um novelo confuso.
Obtuso.
Demente.

Freqüentes fantasmas
Nesse emaranhado
Desassossegado.

Corre... corre... corre...
Morre o homem
Sem ter nascido o menino.

Corre o beijo frouxo
libertino.
Morre o abraço.

Mergulhado no cansaço
Do abismo interior
Tamanha dor
Que dói mesmo sem ter sido
Pela vida machucado.

E, assim, se encerra.
Afunda, se enterra
Em impulsos mórbidos de morte.

Entregue à suposta má sorte...
Vai para o fundo do poço.
No fosso o pescoço.
A corda.
Um pulo e...
Do sangue estagnado à poça.
É a fossa...
É a morte!

4 comentários:

Anônimo disse...

Denso, porém bonito!!!!!!!!!!!!!
Como sempre, né Didi?
Beijos, lindo o texto.
Boa Semana!
Ana.

Nilson Barcelli disse...

Este teu poema é sombrio...
Mas, mesmo assim, gostei das tuas palavras.
Querida amiga, uma semana boa para ti.
Um beijo.

rai2007 disse...

"Morre o homem sem ter nascido menino".
O poeta, mesmo adulto, jamais deve deixar de ser menino.Falei isso em saudação a um poeta de 90 anos.

Fátima disse...

"Morre o homem sem ter nascido menino".
Morre, neste caso, o homem.
Morre quando perde o sentido da vida em busca de SER HOMEM.
E a angústia que o consome,
consome quem o rodeia.
Incendeia a alma de uma forma tão angustiante
Que ao lado dele morre alguém
sem ser alguém qualquer!
Morre a MENINA DESTA MULHER,
sem mesmo ter crescido.
Morre tudo!
Referiu-se a um Homem de 90 anos, com certeza!
Dada a beleza de sua alma, de seu ser, de sua poesia...

"Morre o homem sem ter nascido menino".
Pode ser escrito... escrito... escrito...
Como um grito.
Como forma de amor.
Como um grito de dor.

Com carinho
Fátima