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sexta-feira, 25 de março de 2011

Chuva mansa


Longe da fúria da natureza
Contemplo a beleza da chuva mansa que cai.
Parece que é mansa, mas tem gente que cansa
E chora, com ela, chuva de ais.

É a trinca, é o mofo.
É a roupa molhada que não seca mais.
É o mato que cresce.
É o sol que escurece atrás dos coqueirais.

É o bem- te- vi que pia
É a cotovia que vai embora.
É a maritaca que grita.
É a gata que mia, é o cão que chora.

Amanhece chuva à toda hora.
Calma, mansa...
Cansa! Mas não causa maiores danos à minha natureza.
E eu contemplo a beleza da chuva mansa que cai.


(imagem do Google imagens)

13 comentários:

tecas disse...

Linda Fatinha, excelente poema! Não gosto da chuva, nem mansa, nem rebelde...Se ando à chuva não me molho...rs... Fico logo constipada, melada e com vontade de não sair da cama...
Mas que a chuva inspira ao amor,lá isso inspira. Inspirou-te um poema de musicalidade fabulosa.
Uma vénia, minha querida amiguinha.
Aqui, na Maia, está a prometer chuva.
Bjito e uma flor.

Jorge Pimenta disse...

amansar a chuva. haverá maior mote poético?
beijos, querida amiga, por entre gotas de chuva de uma primavera que se esconde por detrás do nome.

M. disse...

Bom tempo por aqui.

:)

Flavio Dutra disse...

Gostei.bj

Nilson Barcelli disse...

Gosto de chuva. Mas sem apanhar com ela em cima da cabeça... rsrs...
E gosto do teu poema de palavras mansas de chuva. Muito bom.
Querida amiga, tem um bom fim de semana.
Beijos.

Mariazita disse...

A chuva, desde que não seja em excesso, é uma benção da Natureza.
Basta-nos pensar naqueles lugares onde não chove tempos a fio para vermos como é benéfica.
Pessoalmente prefiro o sol, sem qualquer dúvida! A chuva deprime-me um pouco.
O certo é que, com chuva mansa, vc construiu um poema lindo!

(Gosto imenso de Cecília Meireles. Pertence ao rol das minhas predileções...)

Bom final de sábado. Até amanhã.
Beijinhos

Fátima disse...

Meus queridos amigos portugueses, quanta honra!
Saber que além do oceano vcs me lêem.
E, a vcs, meus amigos do meu Brasil brasileiro, minha sobrinAna... Também meu muito obrigada!
Quanto me engrandece!
Sem vcs, meus queridos, não tenho o porquê.( agora exagerei!)
Rs Rs

Minha querida Mariazita, gostou então da postagem comentário em seu blog?
Achei oportuno e transcrevo aqui meu comentário "usando" a grande Cecília Meireles:

"A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.
Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores."- Cecília Meireles

Com grande carinho
Bom final de semana a todos vcs.
Fátima

Moisés Augusto Gonçalves disse...

Gosto muito de quando "amanhece chuva"...
Um abraço amigo!

C. disse...

Nem a chuva apagou todo esse fogo que vai no seu coração!
Poeticamente perfeito o teu texto, o contraste do intrínseco e extrínseco. Há a necessidade do sol em nós para entendermos as catástrofes que assolam.

Seja muito bem vinda!

Di disse...

Lindo o poema que conseguiu escrever com algo , que quando cai me deixa a lembrar de tempos que nao voltam mais. Que foram bons e que nao valorizei, talvez por isso eu nao gosto da chuva.
Obrigada voce fez mais bonito o meu dia.

Di disse...

Lindo o que escreveu com a chuva, que me deixa tao triste quando cai. Talvez porque me faz recordar de bons tempos, dos quais eu nao valorizei.
Obrigada.

asintimidadesdacuriosa disse...

lindo poema, Fátima ... a chuva sempre nos nspira muito ... bjim pra vc ...

Por que você faz poema? disse...

Que a chuva me embriague,
mesmo que mansamente.