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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Ao meu irmão



Debaixo de uma mangueira copada brincava o menino,
cujos sonhos pequeninos não tinham bem uma definição.
Seus irmãos tinham partido
dando um novo sentido aquela geração.

Na rua, como diria o irmão Antoninho ,
de terra batida,
nenhuma bicicleta perdida
de segunda ou terceira mão.

Palitos de sorvetes, da calçada do único bar da cidade,
bar do seu Hermínio,
eram cuidadosamente armazenados.
Quando a quantidade de palanques, palitos, era suficiente,
o curral era montado.

E demorava tempo...
Porque poucas pessoas tomavam sorvete.
E antes mesmo que ele derretesse
havia uma criança olhando aquele palito.

Feito o curral imaginário, de palitos de sorvete,
ele era povoado do gado de mangas verdes ou maduras.
E o gado-manga desfilava na planura da mangueira...
E de brincadeira, naquele piquete, era vacinado.
Lá mesmo o gado era comercializado
com folhas, de feijão guandu, amareladas.
Eram crianças felizes,
sem nenhum brinquedo industrializado.

O tempo passou.
O menino cresceu com todas as realizações
que um ser humano sonhante e batalhador tem direito.
Os palitos de sorvetes viraram palanques de verdade,
o gado- manga virou gado da raça Nelore,
gado da raça Brahma...
E em importantes construções civis o menino
levou distante o nome da pequena terra.
Títulos recebidos!

Nesse momento, meu irmão querido,
eu estou aqui em um intervalo do meu labor,
sou ainda a Rosa, nome da mamãe, nome de flor.
Não estou sentada sob a mangueira copada
e nem o papai está na calçada,
lendo o único jornal vindo para a cidade.
Crescemos, eis a verdade!
CRESCEMOS...
LITERALMENTE CRESCEMOS!
E meu abraço, hoje ausente,
é de orgulho, muito orgulho de você.
Parabéns Zéca!

Com carinho e duas flores
Uma vinda lá do céu

Rosa e rosa de Fátima



Na foto- eu e meu irmão.

16 comentários:

M. disse...

Não é nada fácil escrever sobre alguém que os é tão próximo...

Feliz o teu irmão:)

C. disse...

Eu já acho a coisa mais fácil escrever sobre os mais próximos, porque temos a convivência, as afinidades (e inclusive as desavenças), e uma homenagem assim é bonita demais!

Anônimo disse...

MANAFÁ
MAIS UMA VEZ FUI ÀS LÁGRIMAS : DE ORGULHO.DE ALEGRIA.DE TRISTEZA POR NÃO ESTAR LÁ HOJE.
OBRIGADO POR EXPRESSAR TÃO BEM ESSE NOSSOS SENTIMENTOS.
MANOTÓ

afonso rocha disse...

Liiiiiiiiiiiiiiidoooooo!!!!!
A saudade...transformada em "PRESENTE"!

Beijo

afonso

Miguel disse...

Muito grato por sua visita em nosso despretencioso espaço. É minha cara, crescemos e enfrentamos os desafios da vida, e com muita frequência esquecemos aqueles que nos são mais caros, saíram pelas estradas do mundo em busca de suas grandezas. Bem a propósito este teu texto. Domingo folheando o album de família de minha mãe, tive oportunidade de me redescobrir com meus pais jovens, meu irmão, amigos que desapareceram há tempos, sentimentos diversos vieram à tona. Enfim, precisamos continuar. Já estou te seguindo, estarei sempre por aqui, muito agradável este teu espaço. Até minha cara.

Rui Pires disse...

Obrigado pelo seu comentário ao meu blog. Pode voltar sempre que queira, será sempre bem vinda com os seus comentários.

Gostei e achei interessante o seu blog. Boas palavras e interessantes imagens como esta que já deve ter uns "anitos"...
Vou seguir!

Rui Pires - OLHAR D'OURO - Portugal
http://lamegoimage.blogspot.com/

Bj

Rafeiro Perfumado disse...

Que fotografia deliciosa! Uma beijoca para ti e um abraço de parabéns ao teu mano!

Non je ne regrette rien: Ediney Santana disse...

que saudade me deu da minha ifância que não foi doce, mas foi a quetiv

A. Jorge disse...

Uma bela homenagem ao teu irmão! Homem de sorte!...

Beijos

Jorge

http://palequavers.blogspot.com/

tecas disse...

Lembrar a infância num belíssimo poema dedicado ao mano, é lindo.
O tempo passa, ele fez-se homem, mas o menino continua no coração da mana.Comovente de tão lindo.
Uma delícia, querida Fatinha.As palavras são imagens.
Para ambos um bjito meu.Para ambos porque adorei o que li.
Uma flor para si.

Jorge Pimenta disse...

quando a voz tem o aroma da pele quente, o livro escreve-se com a tinta do mesmo sangue.
que homenagem esta, ufa!
beijinho, flor com rosto de mulher!

hesseherre disse...

A cada vez minha cara, estás te excedendo mais, insistindo em emocionar-nos com estilhaços de teus sentimentos tão lindos.
Sorte eu tenho de te ter como boa amiga, não és mais flor, és mel que recobre um coração.

Anônimo disse...

Muito bonito o que vc escreveu a seu irmão. Vc pintou a cena com tanto realismo, que ficou muito fácil imaginar.
Beijocas.

AB

Nilson Barcelli disse...

Adorei o poema.
Belíssimo, um desfiar de recordações da vossa meninice.
E a foto... já eras linda... mas ainda hoje és bebé... rsrs...
Beijos, querida amiga.

Anônimo disse...

Didi querida, bem que meu pai disse que sua homenagem era linda! Tb fiquei emocionada! E foi uma pena vcs nao terem vindo porque a cerimonia foi linda! Sentimos falta de vcs! Saudades e obrigada por mais esse momento de alegria e orgulho que vc me proporcionou aqui. Beijos, Ana.

Rosinha disse...

Bonito o teu poema relembrando o passado, parabéns amiga querida, beijinhos :-)